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Um passeio na História do Pará


Nesta Semana Nacional dos Museus, em todo o Brasil houve programação intensa. No Pará, mais do que espaço para salvaguarda da história, os oito museus e dois memoriais no Centro Histórico de Belém têm se consolidado como importante ferramenta pedagógica e turística. Gerenciados pelo Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIM), órgão ligado à Secretaria de Estado de Cultura e dirigido pela professora Maria Sylvia Nunes, nome querido e respeitado que dispensa apresentações, podem ser visitados gratuitamente às terças-feiras. De quarta a domingo é cobrada uma taxa simbólica. 

Dez espaços estão interligados pelo Sistema: os museus de Arte Sacra (MAS), do Estado do Pará (MEP), do Forte do Presépio, do Círio, da Imagem e do Som (MIS), das Onze Janelas, o Corveta Solimões e o de Gemas do Pará, além dos memoriais Amazônico da Navegação, instalado no Mangal das Garças; e do Porto de Belém, na Estação das Docas. 

O Palácio Lauro Sodré, que hoje abriga o MEP, na Praça Dom Pedro II, bairro da Cidade Velha, e que funcionou até a década de 1990 como sede do governo do Estado, guarda memórias de momentos decisivos da história do Pará, desde o Império, passando pela Revolução dos Cabanos, até a história recente.

Projetado pelo arquiteto Antonio Landi no século XVIII,  tem cinco salões nobres com mobiliário dos séculos XVIII, XIX e XX, salas temáticas em homenagem a Antonio Landi, à Cabanagem e ao primeiro Círio de Nazaré, cuja procissão saiu da capela do palácio, além de salas de exposição temporárias. Também guarda importante acervo e, em uma sala especial a grandiosa tela “A Conquista do Amazonas”, de Antônio Parreiras, datada de 1907. A obra, encomendada por Augusto Montenegro a Parreiras, pesa quase uma tonelada e é uma das mais importantes da pinacoteca brasileira. Àquela época, Augusto Montenegro conheceu o trabalho de Parreiras em uma exposição no Theatro do Paz. Lá, ele comprou “A morte de Virgínia”, de 1905, que também está no  museu, e encomendou outra tela. Parreiras então confeccionou “A Conquista do Amazonas” e apresentou a obra pela primeira vez no Rio de Janeiro. Só ao chegar a Belém a tela foi emoldurada. 

O prédio também foi cenário de inúmeras batalhas. A mais emblemática foi a do então presidente da província, Bernardo Lobo de Souza, morto em uma das escadarias, em 1835, no apogeu da Cabanagem. Liderados por Antônio Vinagre, os rebeldes tomaram o Palácio do Governo, onde permaneceram até 1837.  

No último dia 30, recital da cantora lírica Gabriella Florenzano, acompanhada pelo pianista e maestro Robenare Marques e com a participação especial de Mílton Monte e Paulo Ivan Campos, proporcionou um passeio pelas diversas fases históricas da música, em paralelo às preciosidades do MEP, às quais a plateia teve acesso. A foto é de Geraldo Lobato Ramos.

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