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Trabalho infantil deu salto em todo o Norte

A economia caiu, o desemprego subiu e o trabalho infantil avançou 11,8% na região Norte, entre 2013 e 2014, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do IBGE. A área agrícola no Pará impulsionou o aumento do trabalho infantil, na faixa etária entre 5 e 9 anos.
Em 2013, o Estado tinha 8,7 mil crianças ocupadas; em 2014, foram 14,9 mil, um salto de 71,59%. Esse crescimento alarmante se deu ao mesmo tempo em que fecharam 8 mil postos de trabalho em 2015 no Pará, que este ano registrou 12 mil empregos a menos no mercado formal, cerca de menos 3 mil postos por mês. 

A conjuntura do avanço do trabalho infantil no Estado foi analisada ontem pelo economista Roberto Sena, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/Pará) e pelo juiz Alessandro Ozanan, da 1ª Vara da Infância e Juventude, durante o lançamento da campanha “Não ao trabalho infantil na cadeia produtiva”, iniciativa do Fórum Paraense de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Trabalho do Adolescente, no auditório Desembargador Agnano Monteiro Lopes, no Fórum Cível do Tribunal de Justiça do Pará, na Cidade Velha, e contou com representantes do poder público, estudantes, promotores de Justiça e representantes de entidades que integram a rede de proteção à infância e à adolescência no Pará. 

Das 2,1 milhões de crianças e adolescentes residentes no Pará, entre 5 e 17 anos, 223,9 mil estão ocupadas, ou 10,66%. Na cadeia de produção do açaí elas estão presentes do extrativismo à revenda, segundo enfatizou a auditora fiscal do trabalho da Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE) do Ministério do Trabalho, Aline Calandrini. João Meirelles, coordenador do Instituto Peabiru, expôs dados de pesquisa feita na região do rio Canaticu, em Curralinho, no Marajó, com financiamento da Fundacentro e apoio do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região. Entre os problemas relacionados, ele frisou a evasão escolar no período da safra, os acidentes, a falta de conhecimento de direitos básicos. Nada menos que 89% das pessoas entrevistadas disseram que alguém já sofreu acidente de trabalho em seu açaizal e em 54% houve internação do acidentado. 

Danila Cal, professora doutora da Unama, mostrou sua pesquisa sobre o trabalho doméstico infantil e adulto e defendeu a articulação de instituições da sociedade e órgãos de governo para desconstruir o discurso a respeito do trabalho infantil, calcado em ideias do tipo que é melhor o menino ficar trabalhando do que na rua; ou de que o trabalho é uma forma de se preparar para o futuro. Já se sabe que o trabalho infantil reforça um ciclo de pobreza, porque a pessoa que inicia cedo no trabalho doméstico, por exemplo, dificilmente mudará de profissão e buscará outras oportunidades, ponderou.  

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