Vanete Oliveira, a jovem marajoara de 28 anos e mãe de cinco filhos que sofre há catorze anos com um tumor enorme em um dos olhos, que lhe cobre quase a metade da face, já está internada no Hospital Ophir…

Equipes da Divisão de Homicídios e da Delegacia de Repressão de Furtos e Roubos estavam monitorando há um mês o grupo criminoso que planejava roubar em torno de R$ 1 milhão no caixa eletrônico do Banpará localizado dentro do Hospital…

Vanete Oliveira, 28 anos, mãe de cinco filhos, vive em Portel, município do arquipélago do Marajó(PA). Ela sofre há catorze anos dores atrozes além do desconforto, trauma e todo tipo de dor física e psicológica, por conta de um tumor…

As Diretorias de Combate à Corrupção e de Polícia do Interior da Polícia Civil do Pará prenderam hoje (28), no Distrito Federal, durante a Operação "Litania”, uma falsa empresária e sócios-proprietários que utilizavam empresa de fachada como instituição financeira para…

Solidão amazônida

Sinceramente, há muito tempo que não via tanta água desabando no inverno amazônico. Remete àqueles relatos fantásticos de Gabriel Garcia Márquez em Cem Anos de Solidão. Uma chuva incessante, parece que o mundo vai acabar e ela não acaba. Lembro da minha infância em Santarém, antes de construírem o cais e a Av. Tapajós na orla. O rio subia e alagava tudo, podíamos ficar dias e semanas e meses inteiros sem sair de casa porque o aguaceiro era interminável. Para quem não conhece a Amazônia parece algo inacreditável que aqui os rios sobem durante seis meses e demoram mais seis meses para baixar. 

Passadas décadas, os rios continuam transbordando, as várzeas submersas, gente e gado na maromba, e na capital as pessoas que podem fazer algo olham a chuva atrás das janelas e carros e assim fecham os olhos para a desigualdade, a fome, a corrupção, a exploração econômica, a violência urbana e demais situações extremas que deveriam deixar a sociedade indignada, mas todos tocam a vida como se fora tudo um acontecimento cotidiano, banal, um talento que permite levar a vida adiante nos mais inesperados e atrozes cenários. Como diria o grande carpinteiro da escrita, poetas e mendigos, músicos e profetas, guerreiros e canalhas, todas as criaturas desta indomável realidade, temos pedido muito pouco da imaginação. Porque nosso problema crucial tem sido a falta de meios concretos para tornar nossas vidas mais reais. Este, o cerne da nossa solidão.


Foto de Tamara Saré, na várzea do rio Amazonas.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *