A expectativa era grande em relação à ida do governador Helder Barbalho à Assembleia Legislativa para a leitura da Mensagem na instalação da 61ª Legislatura. Funcionou como uma espécie de termômetro da Casa, que abriga novos deputados na oposição, e…

Foram empossados hoje na Assembleia Legislativa do Pará os 41 deputados estaduais eleitos para a 61ª Legislatura (2023-2027). Em seguida houve eleição para a Presidência e a Mesa Diretora, em chapa única, tendo sido reeleito praticamente à unanimidade – por…

O governador Helder Barbalho está soltando a conta-gotas os nomes dos escolhidos para compor o primeiro escalão de seu segundo governo. Nesta quarta-feira será a posse dos deputados estaduais e federais e dos senadores, e a eleição para a Mesa…

Pela primeira vez na história, está em curso  um movimento conjunto da Academia Paraense de Letras, Academia Paraense de Jornalismo, Instituto Histórico e Geográfico do Pará e Academia Paraense de Letras Jurídicas, exposto em ofício ao governador Helder Barbalho, propondo…

Show da AJB e exposições no Palacete Faciola

Vai ser em alto estilo, neste sábado (25), ao cair da tarde, a inauguração do restauro do Palacete Faciola: show da Amazônia Jazz Band e abertura das exposições “Belém Passado/Presente”, em homenagem ao saudoso professor, arquiteto e urbanista Flávio Nassar; “Memorial Palacete Faciola”, com o material resgatado no prédio; e “Cinema, televisão e audiovisual na coleção do MIS, um breve recorte”, que reúne equipamentos da memória audiovisual paraense. O governador Helder Barbalho, acompanhado pelo secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas, pela diretora do Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural da Secult, Karina Moriya, e pelo diretor do Museu da Imagem e do Som, Januário Guedes,  acenderá as luzes de ornamentação e percorrerá todo o interior do Centro Cultural Palacete Faciola, que é integrado por três edificações e sediará o DPHAC e o MIS do Pará, além de um auditório para 105 pessoas, que funcionará como espaço multifuncional para atividades ligadas às manifestações e expressões da cultura material e imaterial do Estado, batizado de Eneida de Moraes, tributo à intelectual parauara – jornalista, escritora, pesquisadora e ativista política, autora do livro ‘História do carnaval carioca’ (1958), que estabeleceu as principais categorias do carnaval brasileiro ao definir o conceito de cordões, corso, ranchos, sociedades e entrudo, criadora do Baile do Pierrot, no Rio de Janeiro e em Belém – que concebeu o MIS, há cinquenta anos e que foi, sobretudo, uma mulher à frente do seu tempo.

O show da AJB será aberto ao público pela Trav. Dr. Moraes e o repertório inclui “Foi assim”, de Paulo André & Ruy Barata; “Rhythm of our world”, de Arturo Sandoval; e a seleção Tim Maia, com os clássicos nacionais “Azul da cor do mar”; “Primavera”; “Gostava tanto de você” e “Descobridor dos sete mares”. Na sequência, “Flor D’Luna”, de Tom Coster; “Oye Como Va”, de Tito Puente; “Europa”, de Carlos Santana e Tom Coster; e “Smooth”, de Itaal Shur e Rob Thomas. A Big Band executará, ainda, “A few good men” (Gordon Goodwin), “Estrepa muleke” (Kim Freitas), “Live and let die” (Paul e Linda McCartney), “Against all odds” (Phil Collins), “Chorando se foi” (Banda Kaoma), “Sem você nada é bonito” (Pinduca), “12 horas sem te ver” (Pinduca), “Cuisse la” (Les aiglons), “Solo de craque” (Aldo Sena), “Rencontre” (Eric Brou) e “I got you (I feel good)” (James Brown).

Uma maquete do centro histórico de Belém ficará exposta durante quatro meses em uma das salas do Palacete, em tributo a Flávio Nassar. Medindo 5,10×7,10 metros e ocupando área aproximada de 36 m², a obra tem a base de isopor e os imóveis em madeira balsa. Executada em janeiro de 2016, como presente pelos 400 anos de Belém, a criação foi do Estúdio Tupi, dirigido pelo arquiteto paraense Aldo Urbanati, com realização da Universidade Federal do Pará e produção do Fórum Landi/UFPA, projeto coordenado por Flávio Nassar.

A segunda exposição pretende transformar o espaço em ação permanente de educação patrimonial, a fim de valorizar os detalhes arquitetônicos e pinturas artísticas do belo casarão, assim como o modo de vida na Belle Époque. “A restauração e a requalificação do Palacete Faciola visam não apenas retornar um importante marco arquitetônico à cidade de Belém, como também adaptá-lo para um local de visitação e de uso funcional, transformado num Memorial Palacete Faciola, onde os visitantes desfrutarão de ambientes conforme o estilo de quando o local funcionava como morada, e uma sede administrativa onde funcionará o DPHAC. Será um local de trabalho, de estudo e de valorização do patrimônio cultural paraense”, diz Karina Moriya, diretora do DPHAC.

Já a exposição permanente “Cinema, televisão e audiovisual na coleção do MIS, um breve recorte” mostrará câmeras de estúdio das extintas emissoras de TV Guajará e Marajoara; câmeras de cinema Super 8 e 16 mm; projetores de filme Super 8, 16 e 35mm, aparelhos de TV; câmeras fotográficas analógicas; gravadores de som de fita magnética, poltronas do antigo cinema Guarani e outros objetos de várias épocas, desde a década de 1960 até anos mais recentes, com exceção de uma vitrola, com funcionamento a corda, que data dos anos 1940/50.

 “Com essa exposição espera-se contribuir para informar o público sobre a finalidade de um Museu da Imagem e do Som, cujo papel é o de recolher, preservar, guardar e difundir a memória de um lugar, de uma sociedade, de um povo, no caso a sociedade paraense, contribuindo para a construção de sua identidade cultural”, comenta o cineasta Januário Guedes, ele mesmo uma referência histórica do audiovisual no Pará e que, como diretor do MIS, se preocupa em proporcionar acesso, estrutura e ferramentas adequadas, parâmetros e equipes preparadas para diagnosticar, recuperar, conservar, catalogar, guardar o acervo audiovisual, firmar parcerias públicas e privadas para a difusão e trocar experiências com outras instituições que trabalham com a preservação de acervo de imagem e som.

Projetado em 1895 e concluído em 1901, o Palacete Faciola foi construído para abrigar a família de Antônio Faciola, personagem de destaque no cenário político e econômico de Belém. Após décadas danificado pelas intempéries e a falta de uso, o prédio foi desapropriado pelo Governo do Estado em 2008 e, em 2012, passou a ser administrado pela Secult, recebendo intervenções de reforço estrutural.

Em outubro de 2020, começou o restauro, revitalização e requalificação, e, ainda, a limpeza e catalogação das mais de duas mil peças encontradas no prédio, com a separação de azulejos, ladrilhos e cerâmicas, gradis, portas e adereços de fachada.

Exemplar da arquitetura eclética, com predominância do estilo “Art Noveau”, o palacete mais do que centenário exigiu trabalho conjunto de profissionais de diversas áreas, que preservaram e valorizaram as suas linhas arquitetônicas.

O projeto incluiu a restauração das fachadas das três casas; a recomposição espacial dos edifícios; novas portas e janelas em madeira; reintegração de pisos e forros; recomposição da cobertura, rebocos e revestimentos internos. Também foi executado o paisagismo da área externa; instalação de sistemas elétricos, hidrossanitários, de drenagem, acústico, de ar condicionado, logística e de prevenção e combate a incêndio.

“Esta é uma edificação do início do século XX que foi completamente restaurada, resgatando elementos que ali foram encontrados e, com isso, dando vida a este prédio que estava por muito tempo abandonado e deteriorado. Além do MIS, DPHAC e o auditório, o Centro Cultural terá também um café e uma loja colaborativa, e passa a integrar o conjunto urbanístico e arquitetônico de Belém. É uma grande honra para o Governo do Estado e para a Secult realizar essa entrega. A obra durou exatamente vinte meses e isso mostra que é possível realizar um projeto de preservação com qualidade, alinhado ao desenvolvimento das técnicas mais modernas de preservação, de restauro e conservação”, informa o secretário Bruno Chagas.

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