Publicado em: 12 de fevereiro de 2026
Na noite desta quarta-feira (11), a Arena MRV, em Belo Horizonte, foi palco de um dos confrontos mais movimentados da terceira rodada do Campeonato Brasileiro Série A 2026 – um empate eletrizante por 3 a 3 entre Atlético-MG e Remo. O jogo teve momentos de supremacia alternada, com o Galo abrindo vantagem, sofrendo a virada e buscando a igualdade apenas nos instantes finais, garantindo um ponto que, para ambos os lados, parece mais um suspiro do que motivo de celebração.
O Atlético-MG começou a partida com forte pressão ofensiva e foi recompensado ainda no primeiro tempo, quando Hulk abriu o placar aos 21 minutos após boa recuperação de bola no campo de ataque. No entanto, o Remo mostrou resiliência e, na única chance que teve, empatou antes do intervalo com Vitor Bueno, aproveitando uma falha de marcação para igualar o marcador e dar novo ritmo ao duelo.
No segundo tempo, a instabilidade defensiva do Galo ficou ainda mais evidente. A equipe mineira voltou a tomar a dianteira com gol de Ruan Tressoldi, porém, nos momentos finais, Yago Pikachu e Alef Manga viraram o placar para o Remo, que viu a vitória escapar por pouco nos acréscimos. A virada do time azulino foi construída com intensidade e aproveitamento das brechas deixadas pelo sistema defensivo do Atlético, que apresentou falhas repetidas ao longo da reta decisiva do jogo.
Apesar das alternativas no placar, o empate alcançado no gol de Dudu, nos últimos segundos, representa um ponto que parece pouco para dois clubes em busca de afirmação no Campeonato Brasileiro. Ambos agora somam apenas dois pontos em três jogos, posicionando-se na parte baixa da tabela e ainda longe de uma zona de conforto.
A arbitragem também entrou no enredo, reforçando uma discussão recorrente no futebol brasileiro: a inconsistência técnica dos chamados “assopradores de apito”. Decisões contestadas, critérios oscilantes na aplicação de cartões e dúvidas em lances capitais contribuíram para aumentar a tensão em campo e fora dele, alimentando a sensação de insegurança que acompanha boa parte das competições nacionais.
No contexto do Remo, o empate em Belo Horizonte, carrega um sabor ambíguo. Se, por um lado, o resultado foi construído diante de um gigante como o Atlético-MG, com momentos de protagonismo e competitividade fora de casa, por outro a partida voltou a expor desacertos táticos da comissão técnica e, sobretudo, a dificuldade da equipe em sustentar vantagens nos minutos finais. A falta de consistência defensiva e de experiência para administrar resultados positivos pesou em um confronto que parecia controlado em determinados momentos.
Ainda assim, o ponto conquistado em Belo Horizonte pode servir como combustível para o período de preparação até o duelo contra o Internacional-RS, em Belém. Mais do que celebrar o empate, o Remo precisará transformar as lições da Arena MRV em maturidade competitiva, sob pena de ver novos pontos escaparem quando o jogo exigir frieza e organização.
Foto: Rodolfo Marques – Arena MRV (BH-MG)
* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista








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