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A pedido do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Márcio Miranda, a delegada geral de Polícia Civil, Christiane Ferreira, e o secretário adjunto de Segurança Pública, coronel Hilton Benigno, foram ao Palácio Cabanagem hoje e, junto com o chefe da Casa Militar da Alepa, coronel Fernando Noura, ouviram o relato do deputado Carlos Bordalo quanto a ameaças de morte a si e à sua família. De imediato traçaram uma estratégia para descobrir os autores e também para proteção ao parlamentar e seus familiares. 

Logo cedo, em pronunciamento na tribuna, Bordalo(PT), que é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alepa, denunciou que na época em que foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito das Milícias foi alvo de ameaças de morte, mas depois de um tempo elas pararam. Contudo, conforme expôs em seu discurso, recentemente – coincidindo com o julgamento de dois acusados de comandar milícias na chamada chacina no Guamá (ocorrida em novembro de 2014) apontados no relatório da CPI das Milícias como os principais líderes de organização criminosa -, começou de novo a receber “recados” ameaçadores, culminando com a ida de uma pessoa até o seu gabinete, dizendo que teve acesso a informações de reuniões desses grupos em Belém, no sentido de que decretaram a morte do parlamentar e que se não o matarem vão matar filhos, namorada e quem estiver ao seu redor.

Os oficiais da PM e a Polícia Civil preferiram não detalhar as providências, a fim de não prejudicar a eficácia das investigações, cujo sigilo é essencial para alcançar eficácia. 
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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