Nesta quinta-feira, dia 21, até o sábado, 23, a Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Pará oferece os cursos de qualificação e atualização do projeto Forma Alepa/Elepa Itinerante em Santarém, atendendo toda a região do Baixo Amazonas, abrangendo também…

Em reunião conjunta das Comissões de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO) e de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (18) foi aprovado o projeto de lei nº 363/2021, que autoriza o Governo do Pará a contratar operação…

Não houve o célebre círio fluvial de Oriximiná no rio Trombetas este ano, por causa da pandemia, mas a imagem de Santo Antônio flanou pelas águas, levada pela comunidade de várzea do Rio Cachoeiry, que celebrou o verão depois da…

Aprender mais sobre as boas práticas Lixo Zero e como aplicá-las no dia a dia, repensando hábitos de consumo e inspirando a população a enxergar os seus resíduos com dignidade é o que propõe a programação que acontecerá entre os…

Segup explicou ações à Alepa

Fotos: Eliseu Dias
O presidente da Assembleia Legislativa,
deputado Márcio Miranda(DEM), convidou a cúpula do Sistema de Segurança Pública
do Pará a explicar aos deputados estaduais, hoje, no início da tarde, os
acontecimentos de ontem à noite e as ações em curso para garantir proteção à
população e o retorno à normalidade em Belém do Pará. O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz
Fernandes Rocha, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Daniel Borges
Mendes, o delegado geral de Polícia Civil, Rilmar Firmino de Souza, integrantes
do Estado-Maior da PM e o representante da Abin no Pará, Tom Farias,
participaram da reunião, na sala dos ex-presidentes da Alepa. Além do
presidente Márcio Miranda, estavam presentes os deputados Edilson Moura, líder
do PT; Airton Faleiro(PT); José Megale(PSDB), líder do Governo; Ana Cunha(PSDB); Nilma Lima(PMDB); Carlos Bordalo(PT); Tetê Santos(PSDB) e Zé Maria(PT), além do
deputado eleito coronel PM Neil Duarte de Souza(PSD), atual chefe da
Casa Militar da Alepa.
O secretário Luiz Fernandes informou que o
cabo PM Antônio Figueiredo foi executado por volta das 19:30h, ontem,
e em seguida as redes sociais passaram a veicular imagens de mortes, gerando
enorme intranquilidade, o que levou a Segup a instalar
o Gabinete Interinstitucional de Gerenciamento e Negociação, no CIOP, do
qual participam o comandante geral da PM, o delegado geral, todos os
comandantes de Batalhão e os comandantes intermediários, enfim, todos os
gestores do Sistema de Segurança Pública, além do 
Ministério Público do Estado e a Guarda Municipal, e que está acompanhando, ininterruptamente, a situação da criminalidade na
região metropolitana. O secretário confirmou que

mais nove pessoas foram assassinadas, em diversos bairros da Grande Belém, até
por volta das 2 horas da madrugada.
Oito delegados, que lideram policiais da Divisão de Homicídios,
investigadores e escrivães, são responsáveis pela investigação das mortes.
O coronel Daniel Mendes tranquilizou sobre a
segurança da cidade e comentou o impacto das informações falsas veiculadas nas
mídias sociais, prometendo prioridade a uma resposta à sociedade. Dez viaturas e
50 PMs reforçaram o efetivo nos bairros da
Terra Firme e Guamá. Durante o dia,
hoje, 120 policiais estavam nas ruas, e agora à a noite haverá mais 30 soldados
da Tropa de Choque.
O delegado geral Rilmar Firmino afirmou que a
polícia espera concluir, em pouco tempo, a apuração dos fatos e apresentar os
responsáveis pelos crimes. Uma das linhas de investigação é no sentido da
atuação de um grupo de extermínio da PM. Das nove mortes, seis têm o mesmo modus operandi, com características de
execução, e foram perpetradas por homens em motos, usando capacetes, com os
rostos cobertos. Vários policiais militares estão sendo investigados; inclusive o PM
que morreu tinha contra si até mandado de prisão – por vários tipos de crime -,
e estava com prisão decretada.
O deputado
Airton Faleiro relatou que, diante dos boatos sobre iminente intervenção
federal no Pará que estaria sendo decretada pela presidente Dilma Rousseff,
telefonou logo cedo para a presidência da República e de lá ouviu desmentido
acerca da intervenção.
Edilson Moura defendeu
investigação criteriosa e transparente. Concorda que a maioria absoluta dos policiais
é de pessoas de bem mas entende que a reação da polícia tem que ser, sempre, em
defesa de todos os cidadãos, e os culpados precisam ser punidos. Ponderando que
não é normal pessoas morrerem como as que morreram ontem, assim como não é
normal que se comemore a morte de policiais, pregou que os poderes não podem
pactuar com a violência e devem dar respostas à sociedade.
Carlos Bordalo
falou sobre o crescimento dos crimes violentos e a atmosfera de comoção,
principalmente na região metropolitana de Belém, de verdadeira guerra entre
polícia e bandidos e entre a bandidagem. Para ele, com os boatos de escolas e
universidades fechadas um setor do crime organizado quer mostrar força e de
forma acintosa executou o PM. Leu, sem citar nomes, post de policial nas redes
sociais se despedindo do PM morto, anunciando o começo da “caça” e que a Rotam
estava “com sangue nos olhos”. Requereu providências, lembrando que, apenas por
protestar contra as condições de trabalho, policiais militares foram presos e
até expulsos, e defendeu o envio da Força Nacional, a exemplo de Santa Catarina
e Rio de Janeiro. Requereu, ainda, as ordens de serviço dos PMs que estiveram
em serviço nos dias 4 e 5 de novembro, a cautela das armas e os nomes dos PMs
que tenham feito disparos com elas.
Nilma Lima
cobrou qual é o plano, não imediato, mas efetivo e a médio e longo prazo, de
enfrentamento dessa situação, que é vivida não só em Belém mas em todo o Pará.
Pediu que sejam publicados informes do governo do Estado em todos os meios de
comunicação, principalmente na TV e nas redes sociais, a fim de acalmar a
população.
O secretário Luiz
Fernandes disse que cerca de 80% dos crimes cometidos na Região Metropolitana
de Belém têm envolvimento do tráfico de drogas e que a Polícia Federal está trabalhando
junto com o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Pará. Expôs que a delegacia
de polícia de Crimes Tecnológicos instaurou inquérito a fim de descobrir os
autores das mensagens que espalharam o terror, com ameaças de invasão em
universidades e escolas, fotos e vídeos de mortes, e que a Ouvidoria da Segup já fez
contato com os familiares das vítimas, e assumiu 0 compromisso de investigar e
punir os criminosos. Luiz Fernandes pediu o acompanhamento do caso pelos
deputados, inclusive até o julgamento, como o do caso da chacina de Icoaraci. Em
relação à cautela requerida por Bordalo, esclareceu que todos os PMs têm a sua
arma individual, não existe mais o sistema antigo de cautela, o que torna mais
fácil e rápida a identificação, e solicitou a participação da sociedade para
fazer funcionar a parte preventiva da segurança pública.
Bordalo aproveitou
a presença do secretário e parabenizou a Susipe, reconhecendo as providências tomadas
na Colônia Agrícola Heleno Fragoso, onde havia a presença de adolescentes entre
os presos. Relatou que já não encontrou a mesma situação em recente vistoria, e
pediu providências em relação ao alojamento dos PMs.
Em entrevista
coletiva após a reunião, o secretário Luiz Fernandes negou qualquer
anormalidade em Belém, durante todo o dia de hoje, e atribuiu à disseminação do
medo nas redes sociais o fato de algumas escolas não terem funcionado, desmentindo
que tenha acontecido arrastão na Unama, como o deputado Carlos Bordalo chegou a
anunciar na tribuna da Alepa. Também garantiu que nenhuma criança ou adolescente
tinha sido assassinado ontem à noite. Entretanto, foi transmitido em rede
nacional de TV denúncia de que um adolescente de 16 anos figura entre as
vítimas.
Na quarta-feira da próxima semana, a convite dos
parlamentares, os gestores da área de segurança pública e defesa social vão à Alepa apresentar detalhes sobre o Plano Estratégico de Segurança Pública do Pará,
elaborado pelos técnicos da Segup e que prevê ações para a área até o ano de
2032.

O promotor de justiça militar Armando Brasil participou hoje de manhã de entrevista coletiva no Comando Geral da PM, ao lado do secretário Luiz Fernandes Rocha e do coronel Daniel Borges. “O Ministério Público do Pará, por meio da Promotoria de Justiça Militar, já está acompanhando junto à Corregedoria-Geral da Polícia Militar as investigações. Se ficar confirmada a participação de policiais da corporação nesses crimes, será movida a devida ação penal, bem como os envolvidos podem ser expulsos, pois vou requisitar a instalação do conselho de disciplina. A população não deve entrar em pânico. Há muitas pessoas se aproveitando da situação e espalhando boatos pela internet, tentando criar uma situação de caos. São vídeos, áudios e fotos que não têm relação com os fatos ocorridos ontem e que estão sendo forjados para disseminar o pânico”, declarou o promotor.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *