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Hoje às 5 horas da madrugada o presidente do Impab e chefe de gabinete
da prefeitura municipal Oséas Batista da Silva Jr., o servidor e ex-diretor
financeiro do órgão Janilson Martins Araújo, o servidor Sebastião Magno dos
Santos Filho e o presidente do sindicato dos servidores públicos de Belém
Emílio Silva da Conceição viram o sol
nascer quadrado
. Todos foram em cana
durante a Operação Hígia II, do Geproc (Grupo de Prevenção e Repressão a
Organizações Criminosas) do Ministério Público estadual, com o apoio da Polícia
Civil.
Também houve busca e apreensão de documentos e equipamentos na sede do
Instituto de Previdência e Assistência Social do Município de Belém (Ipamb) e
nas residências deles – além de joias de grande valor, 100 relógios de marcas
famosas, dezenas de televisores plasma e LCD, celulares, computadores, notebooks
e 10 tablets -, tudo comprado nas farmácias conveniadas Big Ben e Extrafarma.
Os promotores Arnaldo Azevedo e Nelson Medrado estão colhendo
depoimentos de todos os presos, o que pode se estender pela madrugada. Eles
ficarão recolhidos no prédio do Corpo de Bombeiros e responderão por peculato,
formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. O esquema funcionava há dois anos e
desviou pelo menos R$2 milhões.
Cartão corporativo usado para comprar eletroeletrônicos ao invés de
medicamentos; contratos irregulares de 130 temporários distratados em agosto
deste ano; diárias concedidas sem suporte legal; Portarias sem assinaturas e
nenhuma cópia de relatórios encaminhados ao TCM e ao MP sobre prestação de
contas integram o festival de irregularidades.
Os promotores de justiça Milton Menezes, Arnaldo Azevedo, Nelson
Medrado, Aldo Saife, Firmino Matos e Wilson Brandão e os delegados André Costa,
Aline Oshikiri, Claudio Galeno, Ricardo do Rosário, Francisco Piton e Eliseu
Brasil lideraram a operação.
O golpe funcionava assim: aumentada irregularmente a margem de 30% do salário
de funcionário do Ipamb, eram emitidos cartões para pessoas fictícias, que
compravam eletrodomésticos e celulares nas farmácias. Quando as faturas chegavam
no Ipamb, nada estava registrado: tudo era apagado do sistema.

Oséas Silva Jr. tentou posar de bom moço e ludibriar o MP, mas, como no romance, saiu para tosquiar e voltou tosquiado. Bem feito.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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