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O IBGE divulgou as Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil com os temas Empoderamento econômico; Educação; Saúde e serviços relacionados; Vida pública e tomada de decisão; e Direitos Humanos de mulheres e meninas. A base para esse relatório inclui dados do Ministério da Saúde, do Tribunal Superior Eleitoral, do Conselho Nacional de Justiça e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, entre outros.

As mulheres gastam quase o dobro do tempo dos homens em afazeres domésticos e cuidados com os outros. Na região Norte, a divisão ficou em 20,3 horas das mulheres gastas nessas atividades, contra 11,5 horas semanais dos homens. No Pará, os homens gastam 11,1 horas, enquanto as mulheres se envolvem durante 21,2 horas. Além disso, 27% das mulheres com idades entre 15 a 24 anos não estudam, não estão ocupadas e nem em algum treinamento, enquanto para homens essa taxa é de 15%. Já a desocupação (pessoas de 14 anos ou mais de idade) da população total do Pará era de 9,7% e a taxa para a população masculina de 6,8%, enquanto a feminina, de 14,2%.

O estudo também avaliou o nível de ocupação de pessoas de 25 a 54 anos de idade nos domicílios com e sem presença de criança de até 6 anos de idade. Nos domicílios paraenses com criança nessa faixa etária, a ocupação dos homens fica em 87,2%, e a das mulheres, em 47,4%. Onde não há criança, a taxa dos homens é de 82%, contra 58,3% das mulheres.

Por outro lado, no Brasil, 47,3% dos docentes de nível superior, seja em exercício ou afastados, são mulheres. Na região Norte, as professoras de nível superior são 48,4% do total. No Pará, a proporção é de 49,8%, totalizando 5.434 professoras (e 5.472 homens professores). Nesse quesito, a proporção do Pará para as mulheres supera a média nacional, de 47,3%, e da região Norte, 48,4%.

Quanto à taxa de mortalidade, o estudo oferece dados até 2021. Naquele ano, no Pará, a taxa de mortalidade em menores de cinco anos (por 1.000 nascidos vivos) era de 19 para homens e 14,7 para mulheres. O Brasil apresentava taxa de 14,9 para homens e 12,5 para mulheres. Enquanto a região Norte tinha taxa de 19,8 para homens e 15,5 para mulheres.

Em 2022, a Razão de Mortalidade Materna anual, no Pará, foi de 79,7 (por 100.000 nascidos vivos). No Brasil foi de 57,7 e, na região Norte, 82,0. A proporção de nascimentos assistidos por pessoal de saúde qualificado foi de 97% no Pará, bem próximo da proporção para a região Norte, 97,1%, mas abaixo da média Brasil, 98,7%.

Quanto ao número de óbitos de meninas com menos de 5 anos, no Pará, em 2022, das 1.031 meninas mortas, 468 foi por afecções originadas no período perinatal; 170 por algum tipo de má formação congênita, deformidades e anomalias cromossômicas; 100 por doenças do aparelho respiratório; 75 por doenças infecciosas e parasitárias; 53 por sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte; e 165 por outras causas.

Em 2022, no Pará, a expectativa dos homens era de 19,2 anos a mais a partir dos 60, enquanto as mulheres tinham expectativa de viver mais 22,8 anos. Em nível Brasil, a diferença era de 21 anos para homens contra 24,8 anos para mulheres. Na região Norte, era de 19,4 para homens e 22,8 para mulheres. A taxa de mortalidade das pessoas de 30 a 69 anos de idade por doenças cardiovasculares, câncer, diabetes ou doenças respiratórias crônicas também é menor para as mulheres. Em 2022, no Pará, foi de 10,9 para elas, enquanto a deles era de 14,7.

Em 2023, a proporção de cadeiras ocupadas por mulheres em exercício na Câmara dos Deputados foi de 17,9%: 92 mulheres do total de 513 vagas. A proporção no Pará foi de 29,4%, com 5 mulheres ocupando alguma das 17 cadeiras disponíveis para o estado. Já na fase de campanha eleitoral só 39,3% se candidataram (127 mulheres) para a Câmara dos Deputados.

Nas eleições municipais de 2020, só 12,1% das pessoas eleitas para as 5.570 prefeituras do Brasil eram mulheres. O Pará ficou com 20,4% de prefeitas e 16,2% nas câmaras de vereadores: 285 mulheres das 1.764 cadeiras disponíveis. Em 2016 eram 13,8%.

A participação das mulheres nos cargos gerenciais, em 2022, no Pará, era de 39%, enquanto a dos homens, 61%. O estudo aponta ainda que, em 2019, no Pará, as mulheres representavam apenas 11,7% do efetivo ativo das Polícias Militar e Civil: 9,3% da PMPA e 23,7% da PCPA.

Em 2019, no Pará, 5,8% das mulheres de 18 anos ou mais de idade sofreram violência psicológica, física ou sexual praticada por parceiro íntimo atual ou anterior. Dos 322 mil casos de violência física registrados, mais da metade (180 mil) tinha mulheres como vítimas. Em 67,8% dos casos em que a violência foi gerada por homem, o agressor era conhecido da vítima. Ainda sobre os casos em que o agressor era homem, 25,3% dos registros ocorreram dentro da residência da vítima e 74,7% fora da residência.

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