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É provável que a visita a Belém do governador de São Paulo, João Doria, culmine com o desembarque do ex-governador do Pará, Simão Jatene, o ex-senador Flexa Ribeiro (e demais lideranças que o acompanham), do ninho tucano. É que Doria está em plena campanha para ser escolhido o candidato a presidente da República pelo PSDB, nas prévias que serão realizadas no dia 21 de novembro. Para isso faz um tour em todos os estados brasileiros a fim de ganhar votos de tucanose costurar novas alianças com os candidatos aos governos estaduais. Ele chega amanhã às 17h30 no aeroporto de Val de Cães, atende a imprensa em entrevista coletiva às19h, em seguida janta com o presidente estadual do PSDB, deputado Nilson Pinto, e seu grupo, e estica para outro jantar com o governador Helder Barbalho, a primeira-dama Daniela Barbalho e cardeais do MDB parauara. 

Dois jantares na mesma noite parece exagero, mas Doria é acostumado com iguarias e pautas indigestas, daí ser sempre comedido à mesa, só não contém seu apetite político, é extremamente competitivo. E Jatene não é da sua turma e sim do grupo do senador cearense Tasso Jereissati. Além do que, como até as samaumeiras do Museu Goeldi sabem, Nilson Pinto e os deputados do PSDB são aliados do governador desde 2018. Para não afundar no campo de várzea da política parauara, Doria cuidou de pavimentar com terra firme sua vinda usando como emissário precursor o presidente da Alesp, deputado Carlão Pignatari, que visitou o Pará há uma semana e manteve conversas ao pé do ouvido com a bancada tucana e em particular com o presidente da Alepa, deputado Chicão, e o governador Helder Barbalho. 

De modo que, fiel ao seu estilo luvas de pelica, amanhã Doria com certeza vai repetir o que já disse hoje em entrevista exclusiva ao jornalista Daniel Nardin, Diretor de Conteúdo da redação integradade O Liberal, transmitida ao vivo: a decisão será do deputado Nilson Pinto, está aberto ao diálogo e, elogiando todos os players da cena política regional e seus adversários na disputa interna, seguirá para Manaus, onde deve ouvir do ex-prefeito Arthur Virgílio a desistência da candidatura. Consta que Tasso Jereissati fará o mesmo, mas ambos em favor de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, com quem se dará o embate. A conferir.

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1 Comentário

  1. Calcinha apertada e Helder Barbalho juntos é muita sujeira para todos os lados.

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