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Posse de Célio Simões na APL

Na cerimônia, Célio com a esposa, os membros do IHGP e Vicente Fonseca

A Academia Paraense de Letras deu posse a Célio Simões de Souza na sua Cadeira n.º 26, patronímica de João de Deus do Rêgo, cujo último ocupante foi o saudoso Acyr Castro, e pela qual passaram Paulo Eleutério e Líbero Luxardo. Nascido em Óbidos (PA), tal qual os idealizadores da Academia Brasileira de Letras e da APL José Veríssimo (1857-1916) e Herculano Marcos Inglês de Sousa (1853-1918), além dos obidenses Augusto Corrêa Pinto e Ildefonso Guimarães, que também o antecederam na Academia, o advogado, cronista e memorialista Célio Simões, autor de “Um Abraço Apertado”, “Encontroversos”, “Recados da Memória”, “Um rio de Histórias” e “Um Pouco de Muitas Histórias”, já é membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará e da Academia Paraense de Jornalismo, do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós e da Academia Artística e Literária de Óbidos(que idealizou e fundou em 2009), da Academia Paraense de Letras Jurídicas e do Instituto dos Advogados do Pará, além de ex-juiz do TRE-PA pelo Quinto da OAB-PA, e um dos fundadores da ATEP/PA – Associação dos Advogados Trabalhistas do Pará. Sobretudo, Célio é um ser especial e muito querido por todos os que o conhecem.

Célio entre Avertano Rocha, Alcyr Meira e João Carlos Pereira
Na muito prestigiada solenidade de posse, presidida por Alcyr Meira, que teve na mesa oficial o prefeito Zenaldo Coutinho e os acadêmicos João Carlos Pereira e Vicente Malheiros da Fonseca, Célio Simões, que é mestre e personagem do imaginário amazônico, recebeu as vestes talares das mãos do filho, da nora e de sua esposa Fátima Augusta, seu amor há 42 anos. Em discurso emocionante, cheio de referências à infância e juventude na região oeste do Pará, lembrou da professora Córa Simões, sua tia materna, espécie de “Símbolo das Educadoras Obidenses”; da professora Maria Jeanett Valente do Couto, que o instou a fazer um jornal mural – denominado “Uirapuru – com mais quatro colegas, colando sobre folhas de cartolina imagens recortadas das extintas revistas “Manchete” e “O Cruzeiro”, sobre as quais teciam tímidos comentários; e ainda os tempos do Grupo Escolar José Veríssimo e do Colégio São José, criado em terras pauxis à imagem e semelhança do Colégio Dom Amando de Santarém, e das professoras Maria Lúcia Brito e Maria José Tavares Caluff. 
Célio com José Figueiredo de Sousa, Nazaré Mello Soares e Júlio Victor Moura, da APL
Célio entre Ruy e Graça Garcia, da APJ

Em janeiro de 1966, cumprindo o destino comum a todos os jovens ribeirinhos amazônidas-parauaras, Célio chegou em Belém para continuar seus estudos, no Colégio Paes de Carvalho. Queria fazer Agronomia. No interregno de três anos por força de trabalho em Marabá e Santarém, vivenciou os encantos do rio Itacaiúnas, as barcaças de castanha cavalgando as maretas do Tocantins, as cachoeiras hoje desaparecidas e no verão, a praia do Tucunaré. Em Santarém, aceitou convite do maestro Wilson Fonseca, o Isoca, para compor a equipe de um jornal mensal, impresso em mimeógrafo, onde atuou também o seu agora confrade José Wilson Malheiros da Fonseca (filho de Isoca), e no qual em 1970 iniciou a publicação das suas crônicas. 

Célio com Daniel Cruz e Evandro Antunes Costa, da ATEP

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