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Já são mais de 900 inscritos, de 80 municípios paraenses de todas as regiões, para o I Seminário de Desenvolvimento da Pesca e Aquicultura do Pará, promovido pelo Movimento de Entidades da Pesca, no Hangar, em Belém, com apoio da Alepa e Governo do Estado, via Sedeme e Sedap. A programação inclui debates, troca de experiências e palestras sobre os principais entraves, fomento da cadeia produtiva, aproveitamento de resíduos de pescado, associativismo e cooperativismo no setor

Temas como o Registro Geral de Atividade Pesqueira – RGP (carteira profissional de pescador) serão abordados pelo secretário nacional de Aquicultura e Pesca do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Dayvson Franklin de Souza. Dos cerca de 450 mil pescadores registrados no Pará, pelo menos 150 mil ficaram proibidos de pescar e sem os benefícios da Previdência, com o cancelamento e suspensão do seguro defeso, que só no ano passado movimentou no Estado R$ 3.335.064.287,98.

Amanhã o credenciamento começa às 8h. De 9h às 12h, grupos de trabalho vão elaborar um Plano de Ação para a categoria no Pará.
A abertura oficial será às 14h e o encerramento na quinta-feira às 21h, com a Carta de Intenções contendo demandas do segmento, o cronograma dos seminários por bacias hidrográficas do Pará e requerimento à Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados. 

Tudo começou no dia 04 de outubro, após manifestação de pescadores no Ver-o-Peso. A Central de Entidades Pesqueiras e o Sindicato de Pesca no Pará foram pedir ao presidente da Alepa, deputado Márcio Miranda, que intermediasse junto aos governos estadual e federal a liberação de licenças das embarcações e a homologação do Conselho Estadual da Pesca, além da suspensão do seguro defeso.  
O Pará é considerado o segundo maior produtor de pescado do Brasil. Mas o desemprego aflige cerca de 150 mil pescadores. Além disso, a frota é precária.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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