Publicado em: 15 de junho de 2026
A derrota do Paysandu para a Inter de Limeira-SP, neste domingo (14), por 2 a 1, pela décima rodada da Série C do Campeonato Brasileiro, representou um duro golpe. Dentro da Curuzu, o Papão mostrou uma atuação preocupante, marcada por pouca intensidade, dificuldades de criação e uma desconexão com as exigências da partida. Pela primeira vez na competição, o clube viu sua invencibilidade como mandante ser interrompida diante de um adversário que soube explorar as fragilidades bicolores.
Desde os minutos iniciais, o Paysandu pareceu distante do jogo. A equipe encontrou dificuldades para construir jogadas, apresentou problemas de posicionamento e não conseguiu impor qualquer tipo de pressão consistente sobre o adversário. Faltou agressividade, sobrou lentidão na circulação da bola e o setor ofensivo praticamente não produziu oportunidades capazes de alterar o panorama da partida. O time parecia ainda estar no ritmo da comemoração do título da Copa Verde 2026, ocorrida no domingo anterior.
As escolhas feitas para o início do confronto não produziram o equilíbrio esperado e deixaram o time sem criatividade e sem força para reagir diante das dificuldades impostas pela Inter de Limeira. As alterações tampouco surtiram resultados. O Paysandu sentiu a ausência de Pedro Henrique (suspenso, mais uma vez!) e de Caio Mello. Em uma competição longa e equilibrada como a Série C, erros de leitura e de planejamento custam caro, sobretudo quando ocorrem diante da própria torcida.
O gramado da Curuzu continua sendo outro problema que insiste em acompanhar a campanha bicolor. Embora as condições estivessem um pouco melhores em comparação a jogos anteriores, favorecidas pela ausência de chuvas nos últimos dias, a qualidade do campo segue distante do ideal para a prática do futebol. O estado do gramado prejudica a dinâmica da partida e compromete o desenvolvimento técnico das equipes, especialmente de um Paysandu que busca ter maior posse de bola e controle das ações.
Individualmente, poucas atuações escaparam das críticas. O rendimento coletivo abaixo da média foi acompanhado por apresentações técnicas igualmente decepcionantes. Em diversos momentos, a equipe demonstrou falta de concentração, erros de execução em fundamentos básicos e dificuldades para encontrar alternativas quando o plano inicial não funcionou.
A Série C é um campeonato que não costuma perdoar acomodação nem excesso de confiança. O objetivo principal do Paysandu continua sendo o retorno à Série B, mas a derrota para a equipe paulista serve como um alerta importante. O torcedor sabe que o acesso não será conquistado apenas pela tradição do clube ou pelo peso da camisa.
Será necessário corrigir falhas, elevar o nível das atuações e evitar que as limitações do elenco se transformem em obstáculos intransponíveis. É o que a torcida “apayxonada” espera.










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