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Pará tem que cobrar dívida histórica

Eu venho cantando a pedra há um ano: o governador
Simão Jatene e a bancada federal do Pará têm que se espertar e exigir as obras complementares para que funcione a
hidrovia Tocantins/Araguaia, entre elas o derrocamento do Pedral do Lourenço, no
rio Tocantins.
As reuniões se
sucedem em Brasília e a conversa fiada
se repete, sempre contraditória. Ontem, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio
Passos, garantiu que já está em andamento o projeto executivo do Pedral do
Lourenço, fundamental para a instalação do polo industrial em Marabá, que o
serviço será feito pela Vale ou pelo governo, e sugeriu nova audiência com a
bancada e lideranças empresariais e políticas de Marabá assim que forem
concluídos os estudos, para então dar prosseguimento ao assunto.

Na reunião, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) questionou o ministro. Afinal, há vinte dias, a ministra do Planejamento, Míriam
Belchior, afirmou que o governo federal havia decidido realizar as obras. Também
pediu explicações ao senador Eduardo Braga, líder do Governo, que por sua vez estranhou
a declaração de Passos e ficou de procurar a ministra para saber mais
sobre o assunto.
Ontem e hoje, vários
jornais embarcaram na boataria de que
a Vale garantiu que vai arcar com os custos da obra.

Mas a Vale continua reiterando que para implantar a siderúrgica Aços Laminados
do Pará, em Marabá, deve ser executado o derrocamento do Pedral do Lourenço
pelo governo federal, além da ampliação do porto de Vila do Conde, por onde será
escoada a produção.
Enquanto isso, o tempo passa, o tempo voa, o Pará
esperou e lutou mais de 30 anos pelas eclusas de Tucuruí e elas de nada servem,
mesmo depois de prontas, porque os comboios de balsas só passam livremente
durante, no máximo, metade do ano. Na época da seca, os enormes conjuntos de
pedras no fundo do rio não permitem a navegação de Marabá a Vila do conde, em
Barcarena.
O projeto básico
do Pedral do Lourenço estava pronto, com licença ambiental, licitado e com o
dinheiro do PAC reservado, desde 2010. O dinheiro migrou para São Paulo e agora está sendo feito novo estudo, pelo
IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, pago pela Vale, a fim
de adequar o projeto inicial, onde foram detectadas algumas necessidades não
atendidas. 

Se a Vale arcar com a execução do projeto, tudo pode acontecer
rapidamente, não só pela eficiência da empresa como também pela desnecessidade
de longo processo licitatório. Se ficar a cargo do governo, não sairá antes de
2014: não há orçamento, não há disponibilidade financeira, qualquer contrato
tem que ser licitado, e ninguém ignora a infinidade de recursos possíveis,
inclusive da empresa que já tinha vencido a licitação inicial. 

O Pará precisa cobrar de uma vez por todas essa dívida histórica.

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