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Pará é líder do desmatamento recorde no Brasil

O Brasil tentou vender uma imagem verde na COP26 mas ninguém acreditou na propalada meta de zerar a derrubada ilegal de florestas até 2028. É que os demais países são bem informados. E o monitoramento do Deter, realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgado hoje, revela que só no mês de outubro de 2021 foram desmatados 876,5 km² na Amazônia Legal. É uma alta de 5% em relação ao mesmo mês do ano passado e recorde para o período. Desde 2015, quando os dados passaram a ser sistematizados na plataforma TerraBrasilis, outubro não registrava taxa tão elevada. O desmatamento é liderado pelo Pará (500,59km²), seguido pelo Amazonas (116,27km²), Mato Grosso (105,01km²), Rondônia (100,16km²) e Acre (39,58km²). Apesar de ter figurado em quinto lugar, é no território acreano que está a unidade de conservação mais devastada, a Reserva Extrativista Chico Mendes, que perdeu 9,89km² de cobertura florestal só no mês passado.

Outro documento causou frisson na Conferência do Clima da ONU. Resultado do trabalho do Painel Científico para a Amazônia, o primeiro Relatório de Avaliação do bioma, lançado em Glasgow, também divulgado nesta sexta-feira (12) por mais de duzentos cientistas, alerta que a Amazônia está se aproximando de um potencial e catastrófico ponto de inflexão devido ao desmatamento, degradação, incêndios florestais e mudanças climáticas. Ao atingir este ponto de “não retorno”, a floresta não será mais capaz de se recompor e perderá permanentemente sua vegetação, transformando-se em um ecossistema mais seco, degradado e com menor cobertura de árvores. O documento traz um apelo aos governos globais, líderes do setor público e privado, formuladores de políticas e ao público em geral sobre a importância de ações imediatas para evitar mais devastação na região.

Cerca de 60% de toda a Bacia Amazônica já está próxima do ponto crítico. Além disso, o relatório alerta que quase 70% dos territórios indígenas e das áreas protegidas do bioma estão ameaçados por estradas, mineração, exploração de petróleo e gás, invasões ilegais, hidrelétricas e pelo desmatamento em si.

“O atual modelo de desenvolvimento está alimentando o desmatamento e a perda de biodiversidade, levando a mudanças devastadoras e irreversíveis. Para que a Amazônia sobreviva, devemos mostrar como ela pode ser transformada para gerar benefícios econômicos e ambientais, através de colaboração entre cientistas, detentores do conhecimento indígena e seus líderes, comunidades locais, setor privado e governos”, diz o cientista brasileiro Carlos Nobre, co-presidente do SPA.

Pelo menos 17% das florestas da Bacia Amazônica foram convertidas para outros usos de terra e outros 17% já estão degradados. Os cientistas recomendam uma moratória imediata ao desmatamento nas áreas que já se aproximam deste ponto e que a meta de desmatamento e degradação zero seja alcançada antes de 2030.

Durante a COP, o governo brasileiro anunciou a antecipação da meta de desmatamento zero de 2030 para 2028, mas a falta de políticas públicas efetivas para o controle da destruição amazônica coloca em xeque as falas do governo.
Estimativas do Observatório do Clima mostram que a maior parte (46%) dos gases de efeito estufa emitidos pelo Brasil é proveniente do desmatamento. Os dados de 2020 revelam que o Brasil continua, desde 2010, a ampliar suas emissões. No ano passado, em plena pandemia, o aumento das emissões de gases de efeito estufa no Brasil foi de 9,5%, enquanto no resto do mundo houve redução de cerca de 7%. Uma vergonha.

“Com os recentes picos de desmatamento que estão devastando a mais extensa floresta tropical na Terra, devemos anunciar um código vermelho para a Amazônia”, diz a cientista Mercedes Bustamante, também membro do Comitê Científico do SPA.

Além de trazer os dados mais recentes sobre o status de conservação do bioma amazônico, o relatório também detalha as ações que precisam ser tomadas para evitar que ele entre em colapso, combinando pesquisa científica com conhecimento de povos indígenas e comunidades locais, e fortalecendo parcerias fortes entre as várias instâncias de governo, setores financeiro e privado, sociedade civil e comunidade internacional.

De acordo com os dados do Deter – que mede a destruição das florestas em tempo quase real – foram registrados quase 9.000 km² de área desmatada na Amazônia no período de agosto de 2020 a julho de 2021. “As emissões acontecem no chão da floresta, não nas plenárias de Glasgow. E o chão da floresta está nos dizendo que este governo não tem a menor intenção de cumprir os compromissos que assinou na COP26”, avalia Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

“A Amazônia que queremos é uma visão viva, levar desenvolvimento sustentável e bem-estar aos povos amazônicos, preservando os recursos únicos da Amazônia e avançando em um desenvolvimento sustentável, trajetória que irá reduzir o risco de passar pontos de inflexão perigosos”, afirma o relatório da COP26, que pode ser lido na versão original, em inglês, clicando aqui.

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