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Pelo quarto ano consecutivo, a Finlândia é o país mais feliz do mundo, seguido pela Islândia e Dinamarca, respectivamente. Completam a lista dos dez mais felizes Suíça, Holanda, Suécia, Alemanha, Noruega, Nova Zelândia e Áustria. Foram considerados seis fatores para esse ranking: apoio social, ausência de corrupção, expectativa de vida, generosidade, liberdade para escolhas na vida, PIB per capita e vida saudável. Não à toa, Afeganistão, Sudão do Sul e Zimbábue são os mais infelizes, pela ordem. De um total de 153 países, o Brasil ficou na 41ª posição, com a nota 6.11. Longe do topo, mas acima da média mundial (5.5), o que realça ainda mais a extrema desigualdade mundial.

Nos países nórdicos tanto a saúde quanto a educação são totalmente gratuitos, além do baixo nível de criminalidade em comparação com a média mundial. No caso da Suécia, por exemplo, os pais de recém-nascido têm direito a 480 dias de licença trabalhista, com 80% do salário garantido.

Após uma análise com mais de 1,7 milhão de pessoas em 164 países, pesquisadores descobriram que o dinheiro influencia sim no nível de felicidade. Porém, após a garantia dos itens básicos como alimentação, saúde e moradia, a quantidade de dinheiro tende a ser cada vez menos relevante. De acordo com a pesquisa, o valor anual para atingir o ápice de satisfação é de U$95 mil dólares por ano (R$494 mil por ano, ou cerca de R$41 mil ao mês). Já para obter o bem-estar emocional, varia de U$60 mil a U$75 mil ao ano (R$312 mil a R$390 mil por ano, ou R$26 mil a R$32 mil ao mês). O montante de U$95 mil é uma média mundial; ao considerar os países da América Latina, o valor cai para U$35 mil ao ano (R$ 182 mil por ano, ou R$ 15 mil ao mês). Vale observar que o estudo mostra o valor máximo, e não o necessário para ser feliz.

Numa pesquisa realizada com millenials (geração nascida entre 1981 e 1996) mais de 80% responderam que a meta número um de vida era ser rico e 50% responderam que a segunda meta era ser famoso. Dinheiro e fama dão a impressão de que são necessários para uma vida feliz. Mas pesquisadores de Harvard discordam desta afirmação.

Harvard está realizando o estudo mais longínquo já existente sobre a felicidade. Com início no ano de 1938, há mais de oito décadas analisa 700 homens durante toda a sua vida para descobrir lições sobre a felicidade. Conforme o atual diretor do estudo, Robert Waldinger, apesar de a pesquisa ainda estar em andamento, já existem algumas lições: “A solidão mata. É tão forte quanto o vício em cigarros ou álcool”. O inverso também é verdade. Há uma correlação muito alta entre as pessoas que têm relações próximas e o nível de felicidade. Assim, o fator principal diz respeito às conexões com os amigos, família e a comunidade ao redor.

“É tudo uma questão de relacionamento. A mensagem resumida é que os relacionamentos nos tornam mais felizes. No entanto, a mensagem mais longa é sobre como é preciso trabalho – e trabalho constante – para cuidar dos relacionamentos. Nunca estamos em um lugar onde podemos dizer: ‘Ok, meus relacionamentos são bons, é isso, terminei’. As pessoas estão sempre mudando, nós estamos sempre mudando, então os relacionamentos estão sempre mudando. Cuidar de nossos relacionamentos é um projeto contínuo, mas vale a pena. Vale a pena o investimento.” afirma o pesquisador.

Fonte: plataforma CupomValido.com.br, que reuniu dados do World Happiness Report, Nature e Harvard.

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