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O transporte fluvial em Belém

A partir da segunda-feira, 18, uma lancha veloz ligará o Ver-o-Peso a Icoaraci, em quatro viagens diárias. De segunda a sexta-feira, a saída de Icoaraci será às 7h, com previsão de chegada no Terminal Hidroviário de Belém às 7:23h. À tarde sairá do Terminal para Icoaraci às 17h, com retorno às 17:35h, e uma última saída rumo à Icoaraci às 17:58h. O serviço é experimental, sem ônus aos cofres públicos. Na lancha, que tem capacidade para 133 passageiros, ar condicionado, wi-fi e restaurante, todos os assentos são marcados e a venda de passagens é feita pela internet.
O serviço é classe executiva, não subsidiado pela Prefeitura de Belém, daí porque a tarifa é cheia, no valor de R$10, sem direito a gratuidades nem ao transporte de carga, exceto bicicletas. A empresa responsável é a Tapajós Expresso Hidroviário (a mesma da lancha rápida para Soure e Salvaterra), que terá terminal próprio em Icoaraci e instalará um bicicletário.  A ideia é boa e uma alternativa a quem tem carro e sofre para ir e vir de Icoaraci em meio ao caos na Av. Augusto Montenegro, por causa das obras do BRT. Também oportuniza aos turistas a visita aos artesãos e restaurantes do distrito, podendo ser aproveitada interação com as agências e assim alavancar o turismo, gerando emprego e renda.

A pergunta é: e o povão, que anda em ônibus superlotados, sujos e velhos, e ainda por cima fica horas no engarrafamento ininterrupto da Augusto Montenegro? Pois bem.

A Prefeitura de Belém anunciou que vai lançar nesta segunda-feira o edital de licitação de um barco capaz de levar 300 passageiros para fazer o mesmo trajeto da lancha, mas de forma subsidiada, com direito a gratuidades e a transporte de carga, devendo o percurso ser cumprido em uma hora, em quatro viagens por dia no horário de pico, entre 6h e 8:30h, e de 17h às 19:30h, com duas viagens aos sábados e uma aos domingos. 

Parece insuficiente para atender as necessidades. E é. A prefeitura ainda não informou quanto custaria uma passagem nesse transporte popular, embora adiante que será equivalente ao ônibus. Mas um barco só é pouco demais para a enorme demanda. Desnecessário dizer que a Capitania dos Portos terá que redobrar sua atenção para fiscalizar itens de segurança e o número de passageiros. 

Utilizar o transporte aquaviário na Amazônia, em um município que tem 39 ilhas, salta aos olhos que é imperioso. Deveria ser obrigatório. Assim manda o bom senso. Mas a realidade é a histórica distorção da matriz de transportes, que privilegia o modal rodoviário. Isso data de décadas e é um problema nacional, criado para atender interesses da indústria automobilística e das empresas de transporte de cargas e passageiros, que se imbricou de tal forma com a politicagem a ponto de se tornar muito difícil de resolver.


Para se ter uma ideia, esta será a terceira tentativa de licitação do serviço pelo prefeito Zenaldo Coutinho, que nomeou para dirigir a Semob Maisa Tobias, uma professora doutora em engenharia de transportes, há muitos anos defensora em suas teses e palestras do aproveitamento hidroviário. Da primeira vez, em junho de 2014, a licitação resultou vazia; não apareceu uma só empresa interessada. Na segunda, em abril de 2015, foi fracassada; duas empresas apareceram, só uma se habilitou, mas não passou na avaliação técnica. 


Para tornar mais atrativa a proposta, a prefeitura diz que está investindo nos embarcadouros da Praça Princesa Isabel e da ilha de Cotijuba, além de um na ilha do Mosqueiro, que deverá ser viabilizado em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – Dnit. O prazo de vigência da permissão é de 12 meses, podendo ser renovado por igual período. Vamos torcer e cobrar.

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