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Pipa, papagaio, rabiola, raia, são muitos os nomes desse brinquedo que tem sabor de infância, é lindo e saudável mas se usado com material cortante é extremamente perigoso e tem ceifado vidas. E nas praias, durante as férias de verão amazônico, o risco se multiplica. Apesar de a Secretaria de Segurança Pública ter anunciado rigor na fiscalização, pais e mães têm procurado o Portal Uruá-Tapera a fim de denunciar que no Atalaia, Farol Velho e Maçarico, em Salinópolis, há muitos adolescentes e adultos empinando pipas com cerol na praia, em meio a crianças indefesas, sendo que é quase impossível ver a linha. Tanto o uso quanto a venda das chamadas “linhas chilenas”, com cerol e similares (vidro moído e cola), também são vistos em carreteis e grande quantidade nas praias do Caripi, em Barcarena, e Ajuruteua, em Bragança, isso só para citar as mais procuradas no Pará. É preciso intensificar o trabalho de conscientização e fiscalização para evitar acidentes.

Desde junho a lei estadual nº 9.597/2022 proíbe a posse, fabricação, uso, armazenamento e comercialização de linhas cortantes com cerol, linha chilena e similares. A norma visa prevenir os constantes acidentes com pedestres, condutores de moto e ciclistas. Além de ferir ou matar pessoas que entram em contato com a linha, essa prática causa quedas no fornecimento de energia elétrica, prejudicando toda a comunidade, e pode eletrocutar os que tentam desengatar as rabiolas da fiação.

Apesar da proibição legal, recentemente uma criancinha de cinco anos morreu no bairro do Paar, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, após ser ferida por uma linha de pipa com cerol. A pequena Yasmin da Rocha estava na garupa de uma bicicleta indo comprar açaí junto com pai quando foi degolada. A tragédia também alterou para sempre a vida do adolescente que empinava a pipa, que além do trauma pelo que fez foi apreendido.

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