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A jornalista Ana Diniz redigiu
um post para lá de saboroso, intitulado O
cardápio do Círio
, em seu blog Na Rede.
Estilosa e dona de um texto
mais-que-perfeito, Ana Diniz começa pelo lanche durante a procissão, sugerindo
um simples cafezinho, trazido de Limoeiro do Ajuru, abacaxis de Salvaterra,
jambos de Santa Isabel, laranjas de Capitão Poço, mangostão de Santo Antonio do
Tauá, muricis de Afuá. Passa a alfenins de Alenquer, rosquinhas com a castanha
do Pará de Marabá ou com a tapioca de Capanema. Sucos com o bacuri de Augusto
Correa, o cacau de Altamira, a acerola de Aurora do Pará e o cupuaçu de Vigia.
E água mineral de Terra Alta.
Os aperitivos dão água na boca:
bolinhos com piracuí de Santarém ou com surubim de Marapanim. Empadas com
frango de Santa Isabel. Palmito de Muaná. Castanhas de caju de Tailândia.
Queijo de búfala de Soure ou Peixe-boi.
O almoço tradicional leva
maniçoba, feita com carne de porco de Benevides, maniva de Bonito e linguiças
de Rio Maria. E patos de Cametá no tucupi de Maracanã com jambu de Marituba.
Tudo acompanhado por farinha de Bragança e arroz de Palestina. E arrematado por
açaí de Ponta de Pedras.
Ana se dá ao luxo de inspirar um
almoço mais leve, com costelinhas de tambaqui de Oriximiná, caranguejo de São
Caetano de Odivelas, pescada amarela de Viseu, pirarucu salgado de Monte Alegre
no coco que vem de Salinópolis. Ou pirarucu frescal de Conceição do Araguaia
com bananas fritas de Itaituba. Como opção, filhote de Gurupá e camarões de
Abaetetuba.
E ao supremo requinte de um cardápio
vegetariano com alfaces de Ananindeua, soja de Novo Repartimento, massas de
Castanhal, pepinos de Inhangapi, milho de Monte Alegre, tomates de Aurora do
Pará. E palmito, desta vez de Breves. Com queijo de coalho feito em Traquateua.
Para finalizar, temperos com  pimentas do reino de Tomé-Açu, dedo de moça,
de cheiro e malaguetas, do Acará; salsinha e coentro de Belém.

Ave, Ana! O dom da palavra é contigo! Que nestes dias
de crise no jornalismo tua competência se espraie e ilumine a todos nós!

Vão lá no blog da Ana Diniz, beber dessa fonte caudalosa.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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