Governador do Pará e presidente do Consórcio de Governadores da Amazônia Legal, Helder Barbalho está com agenda intensa em Brasília, e em reunião com Lula nesta sexta-feira (27) apresentou documento proposto pelo CAL. Para o desenvolvimento regional do bioma amazônico,…

O Papa Francisco nomeou o atual bispo da prelazia de Marajó (PA), Dom Evaristo Pascoal Spengler, bispo de Roraima (RR), que estava sem titular há um ano, desde a transferência de Dom Mário Antônio da Silva para a arquidiocese de…

Utilizar o futebol como ferramenta de transformação social para crianças e adolescentes de todo o Pará é o objetivo do projeto "Futebol Formando Cidadão", que será lançado neste domingo (29) no oeste paraense. A iniciativa é do Tapajós Futebol Clube,…

No próximo sábado, 28, é o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Esta semana, foram divulgados dados da Secretaria de Inspeção do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) referente a 2022, quando foram resgatados 2.575 trabalhadores em condições análogas…

Nota oficial do Sinjor-PA

“Na noite da última sexta-feira, 17/02, mais uma colega jornalista foi vítima de violência em Belém. E não foi uma violência qualquer, foi uma tentativa de feminicídio, uma agressão de natureza doméstica e familiar e de gênero. Para além de debatermos o necessário enfrentamento do sexismo e do machismo em nosso País, é necessário apontar a revitimização em manchetes da imprensa. Substituir o rosto do agressor pelo da vítima em capa de jornal para estampar que ela é repórter do jornal concorrente, expondo seu nome e sobrenome, fez com que a profissão e o emprego dela ganhassem mais importância do que o crime ocorrido. Da mesma forma, expor a imagem da vítima em portal de notícias, mesmo que ao lado do criminoso, mas fazendo o uso da tarja preta não passa de “ética de açougue.” A tarja não esconde nada e, historicamente, foi usada para supostamente preservar a imagem de adolescentes em conflito com a lei. Afinal, que crime a vítima cometeu, nesse caso? O de ser mulher? Ser jornalista?

Nós jornalistas, empregados de grupos de comunicação que se digladiam no cotidiano, somos instrumento dessa disputa no trabalho e até quando somos vítimas. É necessário reavaliar a nossa conduta de trabalho, focar a ética na profissão, o coleguismo e a autopreservação de uma categoria já massacrada por assédio, injustiças e precarização.

Aliás, em situação anterior, em que a vítima de tentativa de feminicídio foi repórter do grupo adversário, o mesmo que estampou agora o rosto da nova vítima, a postura dos colegas de imprensa foi completamente distinta. O nome e a imagem da jornalista foram preservados, causando surpresa a reação adversa, agora, o que só contribui para o desentendimento entre a classe. Da mesma forma, postagens em redes sociais que expõem a vítima também só contribuem para reafirmar a falta de ética e de solidariedade. Felizmente, nem todos os jornalistas partilham da mesma opinião e, pautados na ética e na defesa dos Direitos Humanos, se manifestam publicamente em repúdio à situação colocada. 

No caso desta sexta-feira, a jornalista vinha sendo acompanhada pelo Sinjor-PA devido a perseguições que estava sofrendo. Temos notícia de que o quadro da colega jornalista é estável e que o agressor, que também está internado, vítima da agressão popular, já teve o flagrante de prisão lavrado contra si. 

Nós, do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA) e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), estamos solidários à jornalista que foi vítima de tentativa de assassinato em Belém, e continuaremos atentos às posturas de veículos e jornalistas sobre o episódio, não estando descartadas providências jurídicas futuras, bem como estamos empenhados que o criminoso seja punido e a segurança da jornalista seja garantida.

É importante lembrar que o Sinjor-PA tem uma Comissão de Direitos Humanos, que foi criada, exatamente, para tentar reduzir as violações de direitos humanos no exercício do jornalismo. E esse é mais um caso de violência contra a mulher, publicado de forma desrespeitosa pela imprensa às vésperas do Dia Internacional da Mulher, demonstrando que há necessidade de uma mudança urgente de conduta por parte dos profissionais e veículos de comunicação. Os interessados em participar da Comissão podem comparecer na próxima quarta-feira (22), às 18h, na sede do Sinjor-PA”

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *