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Com 38 membros de 17 municípios do arquipélago do Marajó, o ato de fundação da Academia Marajoara de Letras aconteceu no município de Ponta de Pedras. A Imprensa Oficial do Estado prestigiou o evento, representada pela diretora de Documentação e Tecnologia, Sandra Batista.
Os acadêmicos empossados são nascidos em Soure, Breves, Ponta de Pedras, Anajás, Cachoeira do Arari, Portel, Afuá, Bagre, Curralinho, Gurupá, Melgaço, Muaná, Oeiras do Pará, Santa Cruz do Arari, Salvaterra e São Sebastião da Boa Vista.

A AML resgata um movimento que reunia poetas e escritores marajoaras com lançamentos de antologias do Marajó, o extinto Clube do Poeta e Escritor Marajoara.

“É um momento de cada um apresentar o seu Marajó através da poesia e da palavra, e o principal ganho é a coesão e o fortalecimento dos vínculos com os marajoaras, que muitas vezes sequer se conhecem devido às dimensões da ilha. Então, é um momento em que a gente consegue socializar as nossas realidades, os nossos sonhos e dificuldades e os nossos anseios. É um ganho para o Marajó, é um momento em que o Marajó mais uma vez vai ter um mecanismo de criação e de produção pra mostrar toda a força que tem a poesia marajoara”, acentua um dos fundadores da academia, o escritor Ailton Favacho.

O presidente da Ioepa, Jorge Panzera, foi um dos incentivadores da criação da AML. “A fundação da Academia Marajoara de Letras é mais um importante momento num movimento de criação das academias no Estado do Pará e isso casa com o trabalho desenvolvido pela Ioepa, a partir da Editora Pública Dalcídio Jurandir, que é de colocar mais livros para a população paraense e incentivar os escritores e escritoras do nosso Estado a produzir mais livros e retratar a nossa realidade através de trabalhos acadêmicos e de textos literários e de tantas outras coisas que são do talento do nosso Estado”, comentou.

Entre as obras marajoaras publicadas pela Editora Pública Dalcídio Jurandir, de escritores que integram a AML, figuram o livro “Pajé Zé Piranha: Histórias de Cura e Encantaria no Marajó”, lançado em 2021, um dos mais vendidos nas feiras do livro. A obra é de Ailton Silva Favacho, que assina ao lado do escritor Max do Espírito Santo, que lançou em 2023, pela editora da Ioepa, “O Mundo do Vaqueiro no Romance Marajó”, tese de doutorado sobre o livro “Marajó”, de Dalcídio Jurandir.

A Editora Pública da Dalcídio Jurandir também lançou em 2023 a antologia literária “Soure, Pérola do Marajó”, com crônicas, poemas e contos de olhares de quem vive na região. Ao todo, participaram da antologia 51 escritores nascidos ou residentes em Soure, cinco deles são agora membros da academia: Márcio Vitelli, José Lúcio Alves, Bárbara Alves, Gabriel Alves e Otávio Nascimento Júnior.
“Nosso objetivo maior é que a academia seja um agregador, instrumento valioso em prol da literatura e da cultura com engajamento social a favor do nosso arquipélago, dando visibilidade aos nossos membros e apoiá-los no que é necessário, além de ser espaço para memória, preservação e valorização sobre tudo o que é produzido no nosso Estado”, declarou Márcio Vitelli.

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