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Nas praias do Xingu, a eclosão da vida

O Tabuleiro do Embaubal, Unidade de Proteção Integral localizada no município de Senador José Porfírio, a 906 km de Belém, começa setembro à espera da desova de Pitiús (Podocnemis sextuberculata), Tracajás (Podocnemis unifilis) e Tartarugas da Amazônia (Podocnemis expansa). É o maior “tabuleiro” de quelônios da América Latina, em área de mais de quatro mil hectares, que abrange vinte praias paradisíacas. Só nos últimos dois anos, nasceram lá meio milhão de quelônios, filhotes de uma população que migra até da bacia do Marajó e da costa do Amapá.

O Governo do Pará, através do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), reforçou as ações de comando e controle no Tabuleiro do Embaubal a fim de garantir a perpetuação das espécies e evitar que entrem em risco de extinção. Fiscalização diária, manejo dos ninhos com demarcação dos locais escolhidos pelos animais para depositar seus ovos, proteção da área e monitoramento das condições naturais, como a temperatura da areia, são alguns dos cuidados providenciados, desde o município de Porto de Moz, a quase cem quilômetros das praias de desova.

Tudo isso parece exagero, mas é preciso ter gente suficiente para ajudar os filhotes antes que sejam comidos por urubus, gaviões e outros predadores naturais. As tartaruguinhas nascem e saem das covinhas na areia mas esbarram também na cerca colocada na praia para o programa de manejo, que prevê a guarda dos filhotes caixas, onde são contados e depois levados a lugares do rio em que tenham mais chances de viver.

Ibama, Semas e Batalhão de Polícia Ambiental do Estado integram a força-tarefa de proteção. A Norte Energia, causadora de vários problemas que hoje atingem os quelônios do Tabuleiro, assim como de outras regiões da bacia do Xingu, ao provocar o desequilíbrio dos ecossistemas com a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, tem obrigação de mitigar os impactos ambientais, cujas consequências só serão conhecidas em sua totalidade daqui a alguns anos. O acordo prevê o repasse de recursos e suporte técnico para as atividades de manejo no Tabuleiro do Embaubal, que dista 55 Km da hidrelétrica, no sudoeste paraense. É proibido a qualquer pessoa não autorizada pisar no tabuleiro na época da desova.

Este mês é de espera da ruptura dos ovos, que estão em covinhas feitas pelos quelônios nas praias. Quando houver a eclosão, será o tempo da soltura dos filhotinhos, retroalimentando a natureza.

Outro trabalho importante envolve o acompanhamento das matrizes e a conscientização dos comunitários, que há muitos anos já colaboram e participam diretamente das ações ambientais, até mesmo crianças e adolescentes, que assim aprendem na prática a valorizar o ciclo da vida e a respeitar as espécies.

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