O Tribunal Regional Eleitoral do Pará oficializou o resultado da eleição suplementar em Viseu 39 minutos após o encerramento da votação. Foi eleito prefeito Cristiano Vale (nº 11 – PP – Voltando pra Cuidar da Gente) e vice-prefeito Mauro da…

Nem bem foi inaugurado, e ainda faltando a instalação dos bancos e finalização, o calçadão da Avenida Beira-Mar, em Salinópolis, sofreu diversas avarias. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras acionou a empresa responsável pela obra, que está executando ações…

A expectativa era grande em relação à ida do governador Helder Barbalho à Assembleia Legislativa para a leitura da Mensagem na instalação da 61ª Legislatura. Funcionou como uma espécie de termômetro da Casa, que abriga novos deputados na oposição, e…

Foram empossados hoje na Assembleia Legislativa do Pará os 41 deputados estaduais eleitos para a 61ª Legislatura (2023-2027). Em seguida houve eleição para a Presidência e a Mesa Diretora, em chapa única, tendo sido reeleito praticamente à unanimidade – por…

MPPA pede prisão de advogada e mais diligências em caso de matricídio

Em novo aditamento à denúncia, o promotor de Justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Franklin Lobato Prado, requereu a prisão preventiva da advogada Juliana Giugni Cavalcante Soriano de Mello, acusada do homicídio triplamente qualificado por assassinar a própria mãe, na madrugada do dia 18 de janeiro deste ano, no apartamento dela, no bairro da Batista Campos, em Belém do Pará. O Ministério Público do Estado do Pará embasa o pedido em provas periciais que comprovam a existência de material genético da acusada na faca utilizada para matar a sua genitora. Há registros em vídeo que a mostram empunhando a arma do crime. Também leva em consideração ameaça a testemunha e a retirada, por ela, de objetos da cena do crime que ainda iriam ser periciados, como o colchão da cama onde foi cometido o matricídio. O MPPA alega a necessidade da prisão por conveniência da instrução criminal, posto que, em liberdade, Juliana colocaria “em risco a integridade psicológica, e quiçá física das testemunhas e as novas provas carreadas aos autos”, “gritantemente a favor da prisão cautelar, sendo inquestionáveis a autoria e a materialidade do crime e evidências de que ela agia para obstruir as investigações”.

O promotor de justiça também juntou boletim de ocorrência policial dando conta de que Juliana teria ameaçado a companheira do próprio irmão e a filha dela no momento em que tentava persuadi-lo a assumir a autoria do crime contra a mãe. As ameaças foram registradas no BO. O caso recebeu novos depoimentos de testemunhas que relataram que a acusada retirou objetos do apartamento alguns dias após o crime. A primeira oitiva foi de uma funcionária do condomínio, que relatou a retirada do colchão onde a mãe foi assassinada, com o pretexto de que os vizinhos estariam reclamando do cheiro de sangue, o que não foi confirmado. Um morador relatou ter encontrado Juliana na garagem do condomínio com cerca de três malas, algumas caixas e sacolas retiradas do apartamento.

A Promotoria de Justiça acusa Juliana, ainda, de fraude processual, por ter inovado artificiosamente, na pendência de processo penal, com o objetivo de induzir a erro o juiz ou o perito no processo criminal a que responde, e requereu à Polícia Civil várias diligências, entre as quais a reprodução simulada dos fatos no local onde ocorreu o crime; reinquirição do acusado Leonardo Felipe Giugni Bahia e de Juliana Giugni Cavalcante Soriano de Mello, além de exame de sanidade mental de ambos; oitivas do médico psiquiatra que atendia Juliana, do vizinho, Bruno, que ligou para o CIOP no dia do crime, e dos porteiros que estavam no dia do ocorrido, Sra. Conceição e Sr. Manoel.

A PJ pediu também a interceptação de comunicações telefônicas e telemáticas combinada com quebra do sigilo de comunicações telefônicas e telemáticas de ambos os acuados, bem como encaminhamento deles para o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, para a realização dos exames solicitados anteriormente pelo MPPA, nas roupas que Juliana usava no dia do crime e no colchão onde a vítima fatal estava deitada e informações do motivo pelo qual não foi recolhido.

Inicialmente, o advogado Leonardo Felipe Giugni Bahia foi denunciado como autor do assassinato da mãe e por tentativa de assassinato da irmã. Porém, após a inclusão de novas perícias nos autos, a Promotoria de Justiça concluiu que o crime foi praticado pela irmã, sendo ele coautor.

O MP tipificou o crime como triplamente qualificado por motivo fútil, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima mulher, por razões da condição de sexo feminino, em contexto de violência de gênero e prevalecendo-se de relações domésticas de coabitação e hospitalidade. O advogado também responde pela tentativa de feminicídio triplamente qualificado, cometido contra a irmã. Matricídio, o ato de matar a mãe cometido por um(a) filho(a) é talvez o mais impactante e destruidor de todos os crimes. Sua incidência, descrita em estudos de relato de caso e de séries de casos, fica ao redor de 1% de todos os homicídios, contudo sua ocorrência sempre é chocante e historicamente considerada um tabu.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *