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MP mira o coronel Nunes

O presidente interino da CBF, coronel Antônio Carlos Nunes de Lima, que manda há trinta anos na Federação Paraense de Futebol, está na mira do Ministério Público do Pará, que se interessa em saber como foram gastos cerca de R$3,5 milhões destinados à FPF pelos cofres públicos. Em 2011, a entidade recebeu R$ 1.375.810,00, sendo R$ 100 mil da Assembleia Legislativa do Estado do Pará e R$ 1.275.810,00 da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer. No ano seguinte foram mais R$ 1.105.810,00 da Seel que, em 2013, diminuiu o repasse à federação para R$ 1 milhão. Os documentos estão em poder da CPI do Futebol, no Senado. Como o Governo do Estado patrocina o Campeonato Paraense de Futebol, o promotor de justiça Sávio Rui Brabo de Araújo, da Tutela das Fundações e Entidades de Interesse Social,  pediu a prestação de contas para saber se todo o dinheiro foi investido devidamente. No mês passado, o Governo do Pará e a FPF assinaram convênio no valor de mais de R$ 8 milhões. O montante envolve participações da Rede Cultura de Comunicação, do Banpará e da Seel. O MP requisitou extratos bancários e está cruzando dados.


Eleito vice-presidente da CBF no fim do ano passado para a vaga que era ocupada por José Maria Marin, que está em prisão domiciliar em Nova York e renunciou ao cargo por carta, a eleição de Nunes foi manobra costurada por Marco Polo Del Nero, presidente licenciado da entidade. Aos 77 anos, o coronel é o vice-presidente mais velho da CBF, superando Delfim de Pádua Peixoto, presidente da Federação Catarinense, que é opositor de Del Nero e tem 74. 

O coronel Nunes é um personagem polêmico. Recebeu uma indenização retroativa de R$ 243.416,25 e embolsa um soldo mensal de R$ 14.768,00 da FAB como anistiado, “vítima de ato de exceção de motivação política”. Mas a decisão do Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União de 14/5/2003 e assinada pelo então ministro Márcio Thomaz Bastos, foi contestada pelo Grupo de Trabalho Interministerial formado por membros do Ministério da Justiça, Advocacia-Geral da União e Ministério da Defesa, encarregado de instruir a revisão da concessão de anistia que beneficiou os cabos afastados com base na Portaria 1.104, caso do coronel Nunes. O GTI concluiu não existirem razões que justifiquem a condição de anistiado, face à ausência de qualquer elemento a indicar perseguição política, e considerou que a concessão do benefício ofende a Constituição Federal. A sucessão de acontecimentos é estranha: em 31 de julho de 2012, pela Portaria Ministerial 1.622, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anulou a anistia do coronel Nunes. A decisão foi publicada no DOU no dia seguinte. Mas, dois dias depois (3 de agosto), nova portaria do ministro Cardozo tornou sem efeito a anulação. 


De fato, não se vislumbra perseguição ao coronel. Dezenove dias depois de deixar a FAB no posto de cabo por tempo de serviço (30/12/1966), o coronel Nunes ingressou na Polícia Militar do Pará (19/1/1967) e no mesmo ano foi logo declarado aspirante a oficial PM (9/12/1967). A carreira foi coroada de êxito e, em novembro de 1977, dez anos depois,  já capitão, foi nomeado prefeito biônico de sua terra natal, Monte Alegre, no oeste do Pará, escolhido pelo governo militar, que em 14 de abril de 1977 editou a Emenda Constitucional nº 8

Nunes foi tesoureiro do Gabinete Militar do Estado (set. 1969 a maio 1971), comandante da Companhia Independente de Santarém, atual 3º Batalhão PM (maio 1971 a abr. 1974), ajudante de ordens do governador (mar. 1975 a nov. 1977), prefeito de Monte Alegre (nov. 1977 a set. 1980), subcomandante do 2º Batalhão PM (out. 1980 a mar. 1981), comandante do CFAP (mar. 1981 a maio 1983), ajudante-geral (abr. 1983 a jun. 1983), chefe da 3ª Seção do EMG (jun. 1983 a jul. 1983), ajudante-geral (jul. 1983 a fev. 1986), chefe da 5ª Seção do EMG (jul. 1984 a dez. 1985), chefe da 1ª Seção do EMG (dez. 1986 a ago. 1987), presidente da COJ (ago. 1987), chefe da 5ª Seção do EMG (ago. 1987 a dez. 1987), chefe do EM do Comando da Capital (dez. 1987 a mar. 1988), e comandante do 6º Batalhão PM (jan. 1988 a jan. 1989). Em nada essa trajetória lembra a de um injustiçado pela ditadura militar.

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