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“Todas as grandes obras têm impacto. A questão é ver quais obras são essenciais, quais são os impactos aceitáveis e quais as contra-partidas necessárias. Estávamos querendo fazer quatro grandes hidrelétricas no Xingu. Isso afetaria muito o rio. Então, fizemos um grande acordo com o setor elétrico, com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e vamos licenciar apenas uma das quatro hidrelétricas do Xingu. E mesmo essa terá que reduzir a área alagada e assentar previamente as pessoas que estão lá, construir uma escola técnica de alto nível de tecnologia para floresta e dobrar a compensação a ser paga para os índios. No caso das usinas do rio Madeira é a mesma coisa. Tiveram que reduzir 80% da área alagada, cada uma vai ter que adotar parques e disponibilizar vias alternativas dos dois lados para os peixes migratórios não terem sua reprodução prejudicada. Se nós abandonarmos as hidrelétricas, vamos para o carvão ou óleo, que poluem muito mais. Temos que incentivar as energias alternativas como a solar, eólica, biogás. Enquanto isso, temos que reduzir os impactos, aumentar as compensações para os moradores e para as unidades de conservação. Ou seja, não vai se dar uma licença que não implique na adoção de um parque. E esses parques devem ser ligados ao ecoturismo, porque a melhor forma de defendê-los é pelo bom uso. Os processos serão feitos com rapidez, com rigor, com cuidado e com compensação. Essa é a nova filosofia do Ministério”. (Carlos Minc, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro)

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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