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Médicos condenados

Os médicos Ana Rute Tavares da Silva, José Urbano Menezes, Cláudia Raimunda das Neves, Raimunda Sandra Palheta dos Reis, Antonio Maria Moura Sobral e Máximo Ferreira Pingarilho, acusados de homicídio culposo qualificado, foram condenados a 03 anos e 4 meses de detenção, em regime inicial semi-aberto, por negligência e imperícia. Cada um também terá que pagar 50 salários mínimos, a título de indenização pelos danos psicológicos. A sentença é da juíza Maria das Graças Alfaia Fonseca, titular da Vara de Crimes contra Crianças e Adolescentes de Belém.
Conforme denúncia formulada pelo Ministério Público, a vítima, Ingrid Martins Silva de um ano e seis meses de idade, chegou em estado febril num posto de saúde do bairro da Sacramenta, periferia de Belém, em 23/11/2000. A médica do plantão receitou medicação injetável e mandou o bebê de volta para casa. Mas a criança começou a ficar gelada e a mãe retornou ao posto, sendo atendida por outro médico, que diagnosticou princípio de Pneumonia, e mandou os enfermeiros administrarem soro, enquanto providenciava internação na clínica Pediátrica do Pará, localizada na avenida Serzedelo Correa, no centro de Belém, onde ficou por três dias, tomando soro e analgésico. Na clínica o médico Maximino Pingarilho, que atendeu a menina, diagnosticou problemas neurológicos, mesmo sem fazer exames, e disse que teria que ser levada para outro hospital com especialista na área.
A família, sem saber o que fazer, ameaçou denunciar à imprensa e à polícia a forma como a criança estava sendo tratada, uma vez que a piora era visível a cada dia. Da Clínica Pediátrica a bebezinha foi encaminhada, numa maca e sem prontuário e histórico do quadro clínico, para o Hospital Pronto Socorro Municipal de Belém. No HPSM a criancinha chegou a passar três dias, e em dois dias um dos médicos do plantão, após exame, verificou infecção generalizada. No dia seguinte a vítima foi encaminhada para a Santa Casa de Misericórdia, onde foi a óbito cerca de 20 dias depois. A causa da morte foi septicemia (infecção generalizada).
A mãe do bebê, Silvia Martins Ribeiro, não suportou a perda e passou a apresentar problemas psiquiátricos, fica dias sumida de casa, já tendo sido até presa, costuma vagar pelas ruas do Ver-O-Peso, e desde então faz tratamento no Hospital de Clínicas, quando está em crise, e é atendida costumeiramente pelo Posto de Saúde da Sacramenta.
A denúncia foi recebida pela Justiça em 27/05/2005, processada numa vara criminal e só redistribuída em 2006 para a Vara especializada.  Todos os médicos denunciados foram ouvidos pela justiça e apresentaram sua versão sobre o caso. Acompanhando parecer da promotoria, a juíza considerou que a criança morreu “em razão da imperícia e negligência” de cada acusado.

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