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Duas simpáticas novas moradoras foram integradas ao Parque Zoobotânico Mangal das Garças (R. Carneiro da Rocha, s/n – Cidade Velha, Belém – PA): as bebês Margot, araracanga (Ara macao) com 10 meses de idade, e Gal, de três meses, coruja Suindara (Tyto furcata), também conhecida como coruja-de-igreja ou rasga-mortalha.

Margot foi resgatada pelo Batalhão de Polícia Ambiental em uma feira de Belém. Ela estava à venda, com as asas cortadas e sinais de maus tratos, desidratação e problemas de nutrição. Após exames e tratamento na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), foi encaminhada ao Mangal por meio da Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

Muito dócil, Margot está evoluindo bem em termos de manejo alimentar e comportamental. “Estamos procurando adaptá-la a um local que a deixe confortável e com o mínimo de estresse. Por ser muito jovem, ela não poderá ficar na ilha das araras, pois todos os animais que vivem lá são territorialistas e ela não ficaria bem sem saber se defender”, explica Basílio Guerreiro, biólogo do Mangal das Garças.

Também conhecida como Arara-vermelha, a Araracanga é a terceira maior ave da espécie Ara, muito conhecida no continente. Sua figura foi usada para enfeitar o primeiro mapa do território do Brasil, pelas suas fortes e exuberantes cores, que representam muito bem a fauna brasileira. E apesar de ter sumido de alguns territórios onde era muito comum ser vista não é considerada em ameaça de extinção. Uma curiosidade linda é que os casais dessa espécie de ave são fiéis e inseparáveis, costumam ser monogâmicos até a morte. Juntos, constroem o ninho e nidificam geralmente em troncos de árvores ou em fendas de rochas. As fêmeas colocam em média três ovos que são chocados entre 22 e 34 dias. Durante esse período elas são alimentadas pelo macho e cada filhote nasce em dias diferentes. Os pais cuidam dos filhotes pois eles são indefesos e cegos, defendem o ninho para que não seja atacado por mamíferos e répteis maiores e alimentam suas crias por dois ou três meses.

Gal também chegou ao Mangal das Garças por meio do BPA, acionado por um grupo de pessoas que encontrou a pequena ave abandonada na rua. No Parque, onde realizou exames de imagem e laboratoriais que atestaram sua saúde, ela vai ser integrada aos poucos ao grupo de rapinantes e em breve fará parte do projeto de educação ambiental do Mangal. A coruja Suindara é espécie abundante no Brasil. As pessoas acreditam que, ao passar cantando em cima das casas, a ave anuncia a morte. Por este motivo, acabou sendo estigmatizada como ave de mau agouro, perseguida e morta.

Gal já pode ser vista passeando pelo Parque de terça a sexta, às 17h. Já Margot ainda está passando por um período de adaptação e depois será inserida no Viveiro das Aningas. Todos os animais que compõem a fauna do Mangal das Garças podem ser vistos pelo público dentro do horário de funcionamento do Parque: de terça a domingo, de 8h às 18h, com entrada gratuita, sendo cobrado ingresso em alguns espaços dentro do local: a Reserva José Márcio Ayres – borboletário/ Viveiro das Aningas/ Farol de Belém/ Memorial Amazônico da Navegação.

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1 Comentário

  1. Tanto o BPA quanto as equipes do Mangal das Garças merecem nosso reconhecimento e aplausos pela maneira com que se dedicam a recuperação e reintegração dessas espécies.

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