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O secretário adjunto de Gestão de Políticas de Saúde Sipriano Ferraz Jr. reuniu com o presidente do Hospital Albert Einstein, Dr. Sidney Klajner e o seu Diretor de Responsabilidade Social Guilherme Schettino para apresentar os projetos do Governo do Pará voltados à população ribeirinha, em especial para o arquipélago do Marajó, propondo parceria junto aos hospitais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, aliança entre seis hospitais de referência no Brasil e o Ministério da Saúde que desde 2009 investe em projetos de capacitação de recursos humanos, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada.

“Cumprindo determinação do governador Helder Barbalho, da vice-governadora Hana Ghassan e da secretária Ivete Vaz, seguimos em busca de parcerias sustentáveis em prol da melhoria da qualidade de vida da população amazônida. Pelo sucesso do Barco-Hospital Papa Francisco, que oferece consultas, exames e cirurgias à população da Calha Norte através de termo de fomento com a Sespa, o governador pretende levar os mesmos serviços ao Marajó, uma região semelhante, pelas grandes distâncias entre os municípios e os rios como estradas naturais. O Hospital Albert Einstein é o que mais investe em projetos sociais, algo em torno de R$450 milhões anuais. E estamos pleiteando R$30 milhões por ano”, revelou, em entrevista exclusiva ao portal Uruá-Tapera, o secretário adjunto da Sespa.

Sipriano Ferraz explica que o PROADI-SUS não retira dinheiro da saúde. Os projetos são geridos com recursos dos próprios hospitais participantes, que se encaixam na definição de imunidade fiscal e desembolsam valores correspondentes a tributos como PIS, COFINS e cota patronal do INSS e aplicam em projetos elaborados pelos hospitais em conjunto com o Ministério da Saúde, CONASS, CONASEMS, áreas técnicas, entidades de classe e demais interessados, em todas as regiões do País. “O Pará já tem um super “case” de sucesso, pois o maior projeto de telemedicina do Brasil é fruto de parceria entre o PROADI e o governo do estado, com 72 pontos espalhados em seu território, realizando mais de 2.600 consultas/mês”, conta.

Idealizado pela Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, o Barco-Hospital Papa Francisco foi inaugurado em 17 de agosto de 2019, sua base é em Óbidos e atende mais de mil comunidades ribeirinhas na região amazônica.

A embarcação mede 32 metros de extensão, tem vinte tripulantes fixos e mais dez voluntários que se revezam em expedições que duram entre sete e dez dias. O hospital flutuante dispõe de estrutura moderna com consultórios médicos, odontológicos, centro cirúrgico, sala oftalmológica completa, laboratório de análises, sala de medicação, sala de vacinação e leitos de enfermaria, além de equipamentos para diagnósticos, como raios-X digital, mamografia, ecocardiograma, ultrassom e eletrocardiograma. Além da atenção básica de saúde, as equipes atuam na prevenção e diagnóstico precoce do câncer, fazendo exames e triagem.

Construído com recursos provenientes da indenização por dano moral coletivo em acordo firmado em 2013 pelo TRT15 (Campinas) com a empresa Raízen Combustível (antiga Shell/Basf) e o Ministério Público do Trabalho, o Barco-Hospital Papa Francisco é um exemplo fantástico do bom uso do dinheiro em benefício à população que sobrevive abaixo da linha da pobreza. Não é apenas um projeto de saúde e sim um projeto humanitário.

A origem da iniciativa é emocionante: durante a Jornada Mundial da Juventude em 2013, o Papa Francisco visitou o hospital da congregação no Rio de Janeiro e perguntou se a Associação e Fraternidade estava presente na Amazônia. Quando soube que não, imediatamente exortou: “_Então devem ir!”.

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