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Promovido pelo Fundo Brasileiro Para a Biodiversidade com o tema Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal REDD+ e mercado de carbono, o ciclo Diálogos pelo Clima faz parte do Programa Copaíbas – Comunidades Tradicionais, Povos Indígenas e Áreas Protegidas nos biomas Amazônia e Cerrado, que tem o FUNBIO como gestor técnico e financeiro e a Iniciativa Internacional da Noruega pelo Clima e Florestas (NICFI), como financiadora, e reunirá representantes do Ministério Público do Pará, entre outras instituições ligadas à conservação ambiental.

Durante a COP28 em Dubai, o governo do Pará apresentou um sistema jurisdicional de REDD+, incluindo a criação de companhia estatal para administrar as negociações de crédito de carbono. Estudo da Câmara de Comércio Internacional (ICC Brasil), em parceria com a WayCarbon, apontou que as receitas oriundas desse mercado podem gerar até USD 120 bilhões ao Brasil até 2030. Outro fato é que o Brasil atualizou a NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada), reduzindo suas emissões em 48% até 2025 e 53% até 2030.

O resultado dos debates do Diálogos pelo Clima tem lançamento previsto para 5 de setembro de 2024 (Dia da Amazônia) e integrará a coletânea de dez livros produzidos a partir de eventos anteriores, realizados tanto em formato online quanto presencial, a ser lançada durante a COP30. A série Diálogos pelo Clima começou em junho de 2021 com seis encontros online e prosseguiu com dois presenciais, um no Maranhão e outro em Belém.

No primeiro dia (25) haverá um workshop no qual os participantes serão divididos em cinco grupos, com quatro convidados e um representante do FUNBIO. Cada mesa terá 50 minutos para debater o tópico proposto e, ao final, os convidados seguem para a seguinte até que todos tenham participado das cinco discussões. O objetivo é gerar diferentes insights sobre o mesmo assunto. O segundo dia (26) será voltado a discutir soluções a partir de plenária sobre os temas abordados no workshop. Em seguida, serão apresentadas as expectativas sobre o resultado alcançado durante as discussões.

Os temas são integridade dos projetos propostos; definição de regras e instrumentos para fazer o alinhamento; formato dos sistemas jurisdicionais de REDD+ e créditos “vintages”; biodiversidade, conservação e salvaguarda para projetos privados na escala jurisdicional e titularidade dos direitos ao carbono (ações e direitos de propriedade, posse, usufruto e uso da terra). A mediadora será Andréia Mello, gerente de Projetos do FUNBIO.

O evento também contará com a participação do World Wildlife Fund (WWF), The Nature Conservancy (TNC), Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

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