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Portel é o único município do Marajó que fica no continente, sofrendo influência dos rios Anapu e Pacajá, afluentes da margem esquerda do rio Xingu. Mais da metade da população local, de 50 mil habitantes, vive nas áreas rurais e ribeirinhas. A exemplo dos demais vizinhos marajoaras, a cidade sofre com deficiências na educação, saúde e energia elétrica, mesmo ficando a 112,6 Km da UHE-Belo Monte e a 240 Km da UHE-Tucuruí, em linha reta. Os constantes picos e quedas no fornecimento causam prejuízos enormes. Para se ter uma ideia, o hospital local já perdeu equipamentos por causa dessa situação. Em Curralinho, por exemplo, o aparelho de raio-X também queimou; em Breves foi o laboratório, e em Muaná a lavanderia. Uma calamidade, que exige providências urgentes.

O prefeito de Portel, Manoel Maranhense, tem 120 dias para implantar 24 medidas que regularizem a merenda escolar e dez dias para responder se vai cumprir os ajustes necessários no transporte escolar, bem como encaminhar ao Ministério Público Federal cópias de todos os contratos e licitações com recursos do Programa Nacional de Transporte Escolar e Programa Nacional de Alimentação Escolar. Ele também deve responder a dez pedidos de esclarecimentos do MPF sobre denúncias feitas pela população e acatar duas recomendações de melhorias. 
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Abrajet, do IHGP e do IHGTap, editora do portal Uruá-Tapera.

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