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Jarbas Passarinho se foi aos 96 anos


Ex-governador do Pará, ex-ministro do Trabalho, da Educação e da Previdência no regime militar, ex-senador e  presidente do Congresso Nacional, além de ministro da Justiça no governo democrático de Fernando Collor, o coronel Jarbas  Passarinho  se foi, hoje, por volta das 8h, depois de longa enfermidade. Passarinho vinha definhando desde 2009, como registrei no post ” O outono de Jarbas Passarinho“, no último dia 1º de abril. Nos últimos tempos, já não se movimentava nem se alimentava sozinho e também não mais conseguia se comunicar. Completou 96 anos em 11 de janeiro deste ano. O velório de seu corpo será no “Oratório do Soldado” e o funeral, ainda hoje, às 16h, no cemitério Campo da Esperança, ao lado da esposa, Ruth, em Brasília.

Personagem de destaque e testemunha ocular de eventos relevantes na ditadura militar iniciado em 1964, Jarbas participou da reunião do AI-5, marco da restrição às liberdades individuais no País, em dezembro de 1968, no governo Costa e Silva (1967-1969). Depois, no governo Médici (1969-1974), foi o primeiro ministro militar – na realidade, um híbrido (como ele mesmo se dizia), com carreira civil – a admitir, publicamente, a existência de tortura, em entrevista ao repórter Reali Jr. 

Conhecido por sua habilidade para o diálogo com a esquerda e a direita na ditadura, Jarbas tinha uma postura singular. Desconstruiu, por exemplo, o discurso do deputado Jair Bolsonaro, figura abominável de extrema direita que diz representar a alma das Forças Armadas. “Ele irrita muito os militares”, fulminou. “Já tive com ele aborrecimentos sérios. Ele é um radical e eu não suporto radicais, inclusive os radicais da direita. Eu não suportava os radicais da esquerda e não suporto os da direita. Pior ainda os da direita, porque só me lembram o livrinho da Simone de Beauvoir sobre “O pensamento de direita, hoje: “O pensamento da direita é um só: o medo. O medo de perder privilégios“. 

Que Deus o receba em paz.

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