Evellyn Vitória Souza Freitas nasceu no chão do banheiro do Hospital Municipal de Portel, município do arquipélago do Marajó (PA), no dia 28 de julho de 2021, por volta das 8h da manhã, prematura de 28 semanas e dois dias, pesando 1Kg e 39…

Vanete Oliveira, a jovem marajoara de 28 anos e mãe de cinco filhos que sofre há catorze anos com um tumor enorme em um dos olhos, que lhe cobre quase a metade da face, já está internada no Hospital Ophir…

Equipes da Divisão de Homicídios e da Delegacia de Repressão de Furtos e Roubos estavam monitorando há um mês o grupo criminoso que planejava roubar em torno de R$ 1 milhão no caixa eletrônico do Banpará localizado dentro do Hospital…

Vanete Oliveira, 28 anos, mãe de cinco filhos, vive em Portel, município do arquipélago do Marajó(PA). Ela sofre há catorze anos dores atrozes além do desconforto, trauma e todo tipo de dor física e psicológica, por conta de um tumor…

Impasse no Hospital Universitário Bettina Ferro

Os anestesiologistas suspenderam ontem as atividades no Hospital Universitário Bettina Ferro, da UFPA, em razão de atrasos no pagamento. A Cooperativa de Médicos Anestesiologistas do Pará afirma que a direção do hospital não paga o convênio desde outubro do ano passado e a dívida já alcança R$449.400,00. Por causa da paralisação, cerca de doze cirurgias e uma média de dez consultas pré-anestésicas deixaram de ser feitas, diariamente, na unidade. Os médicos também reclamam da falta de estrutura para trabalhar em segurança. 

O Hospital Bettina Ferro é referência em Otorrinolaringologia e transplantes de córnea em toda a região norte do Brasil. O presidente da Coopanest-PA, Luís Paulo Mesquita, reclama que o hospital não possui capnógrafo, um monitor essencial para a realização e aplicação de anestesia geral, e que os aparelhos de ventilação são inadequados para as crianças, entre outros problemas, além do que a cooperativa teria que receber R$ 64.200,00 por mês do Bettina Ferro, e nada recebe. Segundo o médico, a dívida foi parcelada pela direção do hospital, que não honrou o compromisso.
A Coopanest-PA garante, ainda, que denunciou ao Conselho Regional de Medicina, por ofício, a falta de equipamentos e instrumentos no Bettina Ferro e que está disposta a negociar com a diretoria do hospital, mas exige também melhores condições de trabalho. 

Por sua vez, o hospital se manifestou através desta Nota de Esclarecimento:

A direção do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS), da Universidade Federal do Pará (UFPA), esclarece que existe o débito de R$ 313.728,19, relativo aos meses de outubro de 2013 a fevereiro de 2014, com a Cooperativa de Médicos Anestesiologistas do Pará (Coopanest-PA) devido demora na substituição das notas fiscais com valores corrigidos com dedução dos serviços não prestados pela Coopanest. A entidade deu entrada nos documentos somente em fevereiro de 2014, o que coincidiu com a dificuldade da liberação orçamentária e financeira do Tesouro Nacional à UFPA, que ocorre sistematicamente para os serviços públicos no primeiro trimestre do ano gerando a impossibilidade e, infelizmente, ainda sem previsão de pagamento da dívida. A Coopanest tem conhecimento do fato e o HUBFS enfatiza que todos os esforços estão sendo envidados para que o problema seja solucionado. 

O HUBFS ressalta ainda que os serviços prestados pela Coopanest eram realizados de forma irregular: falta de plantonista, chegada atrasada e saída adiantada no plantão, ausência de anestesista para consultas pré-anestésicas. Estas causam enorme desgaste com os pacientes vindos do interior do Estado, que são a maioria atendida no Bettina. Desde outubro de 2013, a situação piorou e foi necessário maior rigor no controle da prestação de serviços pela cooperativa por causa da quebra nas cláusulas contratuais. O HUBFS passou a realizar, então, descontos no pagamento pelos serviços não prestados – o que gerou insatisfação da entidade já que o Bettina solicitou a troca das notas fiscais com valores ajustados desde outubro do ano passado. A Coopanest concordou com a proposta somente em fevereiro de 2014, quando emitiu as notas fiscais com valores corrigidos. 

PACIENTES – Quanto à situação dos pacientes que não tiveram cirurgias realizadas, os procedimentos estão sendo remarcados para mês que vem com conhecimento dos usuários. Os casos de urgência são atendidos por um profissional que pertence ao quadro técnico da UFPA. Considerando ser a atenção à saúde uma atividade prioritária, não devendo sofrer solução de continuidade, o Bettina Ferro espera contar com a reavaliação da conduta tomada pela cooperativa, visando o direito do paciente, conforme preconiza a Constituição Brasileira. 

CONDIÇÕES – O HUBFS esclarece também que a Coopanest presta serviços médicos de anestesia há vários anos e que seus profissionais trabalham em condições satisfatórias, com a maior quantidade de anestesia por bloqueio (na área onde é realizado o procedimento oftalmológico), que são em maior número e anestesia geral para procedimento de otorrinolaringologia. 

EQUIPAMENTOS – O Bettina Ferro informa também que realiza processo licitatório à aquisição de três capnógrafos, que serve para medir a fração expirada de gás carbônico do paciente, e ressalta que a ausência deste aparelho não inviabiliza a realização dos atos anestésicos. 

MEDICAMENTOS – Além disso, explica que existe no hospital uma lista de medicamentos padronizada, produzida pela Comissão de Farmácia Hospitalar do Bettina, que é obedecida pelo corpo médico do HUBFS sendo alterada somente mediante justificativa técnica, e não a critério individual de cada profissional devendo a empresa contratada se adequar às normas e rotinas da instituição hospitalar.”

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