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O Grupamento Aéreo da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará localizou na manhã deste sábado (19) o ponto na floresta onde caiu a aeronave transportando um engenheiro da Funai, o piloto e um mecânico, desaparecidos na última quarta-feira (16). A equipe do Graesp ajudava nas buscas, viu uma clareira e foi vista pelos sobreviventes, que conseguiram entrar em contato pelo rádio e indicar o ponto exato da queda. Como a área é de difícil acesso, o Grupo Tático Aéreo da Força Aérea Nacional foi acionado para fazer o resgate. Os tripulantes estão orientados e conscientes, recebendo atendimento na sala de emergência de um hospital de Macapá(AP).

“Estávamos sobrevoando a região quando os rádios modularam a frequência e a tripulação perdida nos chamou, pois reconheceram nossa aeronave, um Caravan que estava atuando na área. Eles acenderam uma fogueira. Foi quando nossa equipe identificou o local, marcamos as coordenadas e verificamos que, do ponto indicado até Macapá (AP), a distância é de aproximadamente 40 minutos. Acionamos a Força Aérea Nacional para que eles pudessem ser resgatados. O melhor disso tudo foi ter encontrado os três tripulantes vivos”, contou o sargento Max, tripulante do Caravan, do Graesp.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Ualame Machado, salientou a importância do trabalho executado pelo Graesp e a integração entre as esferas estaduais e federais. “Nosso Grupamento Aéreo de Segurança executa um papel muito importante não somente no combate à criminalidade, mas também nas ações de busca e salvamento, como nesse caso. Estamos muito satisfeitos em ter encontrado essa tripulação com vida e auxiliado para que voltem às suas famílias”.

No Caravan Guardião 09 estava o diretor do Graesp, coronel Armando Gonçalves. “Nossa equipe de agentes é extremamente preparada para esse tipo de missão. Estamos muito satisfeitos com a conclusão. Realizamos capacitações continuamente para que todos possam estar aptos a atuar com segurança nos céus do Pará, e auxiliar nas missões de combate ao crime e na busca e resgate daqueles que necessitam de suporte aéreo”, informou o comandante.

Agora uma outra questão levanta polêmica. O helicóptero que desapareceu em região de densa floresta amazônica não poderia servir ao comércio de serviços aéreos e transporte de passageiros. A informação é da Agência Nacional de Aviação Civil. O registro no sistema da Anac mostra que a aeronave de prefixo PR-BGF tem “operação negada para táxi aéreo” e que a categoria é para “serviço aéreo privado”. O helicóptero é operado pela empresa Sagres Táxi Aéreo, sediada em Brasília. Ela foi contratada pelo DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) Amapá, vinculado ao Ministério da Saúde, em fevereiro deste ano, por dispensa de licitação.

O valor do contrato, em vigor até o último dia 15, é de R$ 5,7 milhões. A contratação se deu em caráter emergencial, para atendimento em saúde indígena, com transporte de equipes médicas, cargas, pacientes indígenas e necessidades administrativas. Conforme o portal da transparência, do governo federal, a Sagres já recebeu R$ 5,8 milhões da União.

A aeronave desapareceu no começo da tarde de quarta-feira (16), após decolagem de uma aldeia na Terra Indígena Parque Tumucumaque, que abrange o norte do Pará e o oeste do Amapá. O helicóptero deveria ter pousado às 14h do mesmo dia em Macapá, o que não ocorreu. O piloto, tenente-coronel Josilei Gonçalves de Freitas, contou que houve uma pane e fez pouso forçado na mata.

A equipe fazia inspeção de pistas de pouso na região, segundo Funai e Sesai. No território vivem 2.800 indígenas, de quatro etnias e dois grupos de isolados, segundo levantamento do ISA (Instituto Socioambiental).

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