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A violência campeia no Brasil inteiro e mata principalmente os jovens: 42 mil adolescentes, de 12 a 18 anos, serão vítimas de homicídio nos municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes entre 2013 e 2019, caso o ritmo atual de assassinatos não seja reduzido. Os dados são de estudo da ong Observatório de Favelas, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Unicef e o Laboratório de Análise da Violência da UERJ, que mediu o Índice de Homicídios na Adolescência.
As crianças não estão mais morrendo de desnutrição no início da vida; suas vidas estão sendo prolongadas. Mas elas têm um encontro marcado com a morte a partir da adolescência”, disse 
Angélica Moura Goulart, secretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da SDH, em audiência pública da CPI da Violência contra Jovens Negros e Pobres, na Câmara FederalO índice é assustador: em 2012, 36,5% de todos os adolescentes falecidos na faixa dos 10 aos 18 anos perderam a vida em decorrência da violência, quase oito vezes mais do que o percentual de mortes violentas para a população total (4,8%). Impossível não priorizar o enfrentamento a essa tragédia.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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