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No próximo dia 17 de maio, das 14h às 17h, o Estúdio de Cinema da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal do Pará vai receber o Projeto Memorabília: a imagem e o documento, no âmbito da 22ª Semana Nacional de Museus com a palestra “Desafios da conservação de acervos na Amazônia – o Projeto Memorabília e as reflexões sobre conservar acervos pessoais de artes visuais na Amazônia, a partir do acervo da fotógrafa Paula Sampaio” ministrada pela emblemática fotógrafa parauara Elza Lima.

O trabalho de Elza Lima tem sido fundamental para documentar a cultura, as paisagens e os povos da Amazônia. Sua carreira é conhecida pela abordagem etnográfica de suas imagens que capturam a vida das comunidades ribeirinhas, os rituais indígenas e as paisagens da Amazônia com proximidade e sensibilidade, explorando as nuances do cotidiano, a interação das pessoas com o ambiente e os impactos sociais e ambientais na região, que rendem reconhecimento mundial. Suas obras são parte de coleções importantes e já foram apresentadas em eventos como a Bienal de São Paulo e outras exposições internacionais. Elza é uma ativista visual, uma cronista visual da Amazônia, cujas imagens transcendem a arte para tocar em questões de identidade, pertencimento e conservação, informando e influenciando as percepções públicas sobre a Amazônia e suas comunidades. É autora de vários livros que são referências importantes para estudantes, profissionais da fotografia e todos aqueles interessados na cultura e na preservação da Amazônia. É reconhecida por sua contribuição ao ensino da fotografia e das artes visuais, ministrando workshops e palestras sobre fotografia documental e a importância de preservar a identidade cultural através das artes visuais.

Paula Sampaio nasceu em Belo Horizonte, mas mudou-se para Belém no final dos anos 1980, iniciando sua conexão profunda com a Amazônia, que se tornou o foco principal de seu trabalho e pesquisa fotográfica. Paula é uma documentarista da vida amazônica. Seu olhar atento e comprometido transparecem em suas obras, que exploram as transformações sociais e ambientais na Amazônia, discutindo temas como deslocamento, memória e identidade. Com intensa sensibilidade, retrata as histórias das pessoas afetadas pelas grandes obras de infraestrutura na Amazônia, como a construção de rodovias e hidrelétricas. Suas séries fotográficas mais conhecidas incluem extensos estudos sobre as consequências da rodovia Transamazônica, onde documenta tanto a paisagem em transformação quanto a vida das comunidades impactadas pela estrada. É também autora e diversos livros e comprometida com o ensino e formação artística e crítica.

O projeto, que reúne estes dois ícones da produção de arte e conhecimento da Amazônia, foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo, é uma realização da Parawara Consultoria Museológica e Patrimonial e tem fomento cultural do Governo do Estado do Pará, através da Secretaria de Cultura, e do Governo Federal, através do Ministério da Cultura. A inscrição é gratuita e os participantes receberão certificado. Não percam esta grande oportunidade!

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

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