A juíza Sara Augusta Pereira de Oliveira Medeiros, titular da 3ª Vara Cível, Infância e Juventude, Órfãos, Interditos e Ausentes de Castanhal (PA) exarou uma sentença emblemática, em plena Semana da Pessoa com Deficiência: obrigou a Escola Professor Antônio Leite…

Observando que é irracional o deslocamento de grande quantidade de pacientes em busca de tratamento, o Ministério Público do Pará ajuizou Ação Civil Pública contra o Estado do Pará e o Município de Marabá, para a criação de Unidade de…

O governador Helder Barbalho sanciona hoje à noite, em cerimônia no auditório do Centur, o 'Vale Gás' e o 'Água Pará', destinados a famílias de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social. Ambos serão gerenciados e fiscalizados pela Secretaria…

Ciclistas liderados pelo grupo Pedal Mulher Nota 100, com apoio de alunos e voluntários da Universidade Federal do Pará e da Academia Paraense de Jornalismo, realizarão uma performance, nesta quinta-feira (23), das 8h às 10h, a fim de chamar a…

É tarde demais para a população do Xingu

Nesta quinta (7) e sexta (8), os senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA, presidente), Paulo Rocha (PT-PA), David Alcolumbre (DEM-AP), Elmano Férrer (PTB-PI) e Paulo Bauer (PSDB-SC), membros da Subcomissão de Acompanhamento das Obras de Belo Monte e da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado vistoriam a UHE-Belo Monte, que já entrou em fase de pré-operação comercial, utilizando duas turbinas e conectada ao Sistema Interligado Nacional, gerando 650 MW,  com expectativa de que uma nova máquina entre em operação a cada dois meses até 2019, quando atingirá sua capacidade máxima, de 11.233 MW. O problema é que as condicionantes do projeto até hoje não foram concluídas e muito menos entregues. É o caso do reassentamento das famílias de áreas diretamente impactadas pelo empreendimento. Consta no relatório de acompanhamento mensal de Belo Monte que as 570 residências que deveriam ter sido construídas no novo bairro do Pedral ainda não estão prontas. A cidade deveria ter 100% de saneamento antes de a usina começar a operar, mas a instalação dos sistemas de esgoto e água potável, que deveria ter sido entregue no dia 25 de julho de 2014, ainda não tem data. Cerca de 80% do município de Altamira não dispõe de abastecimento de água tratada, depende de poços artesianos e de outros meios para captar água. O inchaço populacional e os bolsões de miséria são outros aspectos da tragédia. Em 2010, a população era de 99.075 habitantes. Hoje, supera 108 mil, e há mais de 20 mil recém-desempregados, que trabalhavam na usina. 


As condicionantes integram o Projeto Básico Ambiental da UHE-Belo Monte, documento composto por 14 planos, 54 programas e 86 projetos, e foram aprovadas durante a fase de instalação do empreendimento, há seis anos. A Subcomissão do Senado foi instalada em 2010, e entre seus objetivos deveria acompanhar o andamento da hidrelétrica e garantir o cumprimento dos programas de mitigação e compensação dos impactos gerados pelo empreendimento. Como se vê, não garantiu. 


Agora, depois que Inês é morta, a comissão vai reunir em Altamira para que as lideranças locais apresentem suas demandas e queixas em relação às ações mitigadoras e compensatórias. Parece tarde. Muito tarde. E é.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *