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E a matança continua

Quem assistiu ao julgamento da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, presidido pelo juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, ontem, ficou estupefato. Depois de 15 horas, os acusados do assassinato, com requintes de perversidade, do líder do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Altamira Bartolomeu Moraes da Silva, o Brasília, foram absolvidos.
O fazendeiro Alexandre Manoel Trevisan, 51, o Maneco; Márcio Antonio Sator, 40, o Márcio Cascavel; e Juvenal Oliveira da Rocha, 44, o Parazinho, negaram a autoria do crime, mas não souberam explicar por que foram denunciados pelo MP, pronunciados pelo Juízo criminal e submetidos a júri popular. 
A acusação, sustentada pelo promotor de justiça Mário Raul Vicente Brasil, contou com o advogado Marco Apolo Santana Leão como assistente, representando a Sociedade de Defesa dos Direitos Humanos.  
Só uma testemunha da promotoria – o radialista Douglas Araújo – compareceu para prestar depoimento. Cinco foram arroladas e testemunharam em defesa dos réus.
Em 21.07.2002, depois de fazer denúncias de grilagem de terras, corrupção em órgãos públicos e ameaças anônimas que vinha sofrendo, Brasília foi torturado, teve braços e pernas decepados e foi executado com vários tiros na cabeça, em Castelo dos Sonhos, na região do Xingu, sudoeste do Pará, rica em recursos naturais como o mogno e outras madeiras nobres, e marcada por grilagem de terra e devastação ambiental, onde já tombaram outras lideranças que enfrentaram madeireiros e fazendeiros, como “Dema” (2001) e irmã Dorothy (2005).
Dados da Comissão Pastoral da Terra dão conta de 20 assassinatos no campo no Pará só em 2002. De 2001 a 2010, foram 160 mortos, dos 376 em todo o País, muitos defensores dos direitos humanos em conflito com grileiros, fazendeiros e madeireiros. Este ano, o Pará foi mais uma vez exposto mundialmente pelos crimes motivados por conflitos agrários.

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