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Os professores dos cursos criativos da Universidade da Amazônia (UNAMA), Dr. Rodolfo Marques, Dra. Ivana Oliveira e Me. Mário Camarão publicaram artigo intitulado “Os desafios do combate à desinformação no Brasil: modalidades e perspectivas”, no volume 6/edição 01/2023 do Journal of Science Communication (JCOM América Latina).

“Ao contrário do erro da informação mal apurada ou negligente, a desinformação tem como origem o engajamento na intencionalidade de enganar [Fetzer, 2004], buscando como consequências a corrosão da confiança e da eficiência da capacidade exponecial de compartilhar informações na era digital. Destarte, é evidente que a desinformação tem sido estratégia para a busca de desarranjos institucionais e dissonâncias comunicacionais.

Todavia, Oliveira [2020] aponta que intencionalidade da desinformação se torna um viés problemático pela impossibilidade de avaliarmos a disseminação de conteúdos desinformativos e o contexto de divulgação destes conteúdos, muito mais associados a disputas de sentido do que a intenção de enganar”, sustentam os autores no artigo, aduzindo que a desinformação está inserida “nas problemáticas comunicacionais e informacionais do século XXI, em especial a partir das suas intenções. Elas são amplificadas pelas plataformas digitais e são usadas em vários contextos sociais, como em eleições, na saúde pública ou em espaços de convivência, por exemplo.

Para Meneses [2018], as fake news são notícias falsas nas quais reside uma ação planejada para manipular os interlocutores, gerando confusão, desinformação, desconforto e até decisões equivocadas. Em geral, elas são informações que são apresentadas como reais, fabricadas e/ou exageradas para enganar as audiências visadas [Reilly, 2012].

Ainda no ano de 2017, o Dicionário Oxford definiu o termo “pós verdade” — post-truth — como algo relacionado ao cenário em que os fatos concretos apresentam menor poder de influência junto à opinião pública, em relação às emoções e às crenças pessoais que acabam ganhando protagonismo [Genesini, 2018].

As ideias de fake news e de pós-verdade se destacam em um cenário com agilidade e extrema velocidade para a produção e para a circulação das informações. De acordo com Mans [2018], as informações podem surgir de quaisquer fontes e sem quaisquer critérios, com força para se espalhar, de gerar manipulação nas emoções e de causar influências destrutivas e efetivas nas populações, em especial no campo político. Para Ribeiro [2018], a difusão dessas notícias falsas e da pós-verdade acontece, muitas vezes, a partir de contatos familiares, muitas vezes em um contexto de proximidade e de confiança pessoal”.

A publicação foi lançada através do webseminário “Desinformação e divulgação da ciência e da saúde na América Latina”.

Leiam a íntegra do artigo aqui.
https://jcomal.sissa.it/article/pubid/JCOMAL_0601_2023_A07/download/pdf/

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