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Doar sangue é crucial para salvar vidas

A cada três bolsas de sangue coletadas, uma é utilizada por alguém em tratamento contra o câncer. Os pacientes oncológicos representam, em média, 30% da demanda por sangue, que tem relevância determinante para o bom andamento do tratamento dessa doença em quase todas as etapas. A própria natureza do câncer, a radioterapia e a quimioterapia exigem muitas vezes transfusão de sangue para a reposição das células sanguíneas para correção de anemias, plaquetopenias e para manter a boa coagulação. “Principalmente nos tipos de câncer onco-hematológicos, como as leucemias agudas, por exemplo, quando é feita a quimioterapia, as taxas de hemoglobina, leucócitos e plaquetas baixam muito, e para que eles possam continuar fazendo o tratamento, precisam receber transfusões frequentemente. Outros tipos de câncer também têm essa necessidade transfusional durante o tratamento”, explica a hematologista do Centro de Tratamento Oncológico, Iê Bentes Fernandez.

O consumo de plaquetas em um hospital oncológico é 70% maior do que em outro hospital, onde as hemácias normalmente são mais usadas nas transfusões. Por isso é preciso mobilização constante e o maior número possível de doadores, não só amigos e familiares.  É importante que toda a sociedade compreenda que pode e deve ajudar a manter o estoque nos bancos de sangue do SUS, como é o caso do Hemopa, no Pará, e dos planos de saúde, que são atendidos em Belém pelo IHEBE. O problema é que nem sempre as pessoas estão disponíveis, por isso as campanhas de esclarecimento são fundamentais, e mesmo quem não é doador, por conta de enfermidades do passado ou medicações de uso contínuo, consegue contribuir compartilhando pelas redes sociais.

A pandemia de Covid-19 aumentou as dificuldades para os hemocentros em todo o Brasil. As doações diminuíram, em média, 20%. No Pará, graças às campanhas, das quais participaram todos os jogadores dos maiores clubes de futebol e personalidades influentes, a queda foi de 11%, menor do que a média nacional.

Levantamento do INCA – Instituto Nacional do Câncer, feito entre 2019 e 2021, aponta que apenas 29% dos doadores estavam na faixa etária de 18 a 29 anos. E como os doadores habituais estão atingindo a faixa etária limite, que é de 69 anos de idade, é ainda maior a necessidade de sensibilizar os jovens para esse gesto de solidariedade.

A cada doação são coletados no máximo 450ml de sangue. Antes, cada voluntário passa por uma triagem com a realização de exames específicos para a eventual detecção de doenças transmissíveis, além do processo de fracionamento dos componentes do sangue. É possível também realizar exclusivamente a doação de plaquetas: o sangue é retirado com a ajuda de um equipamento que separa as plaquetas e devolve ao doador os outros componentes sanguíneos, de forma concomitante e segura.

Para doar sangue e plaquetas, é preciso estar bem de saúde, portar documento de identidade com foto, ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 Kg, não ser portador de doenças crônicas, não ter recebido transfusão de sangue e outros componentes no último ano, ter repousado, pelo menos, 8 horas antes da doação, não estar em jejum, não ter consumido alimentos gordurosos, nem bebidas alcoólicas.

Para doar plaquetas, por aférese, é necessário já ter doado sangue anteriormente, ter disponibilidade de tempo (o procedimento dura, em média, 90 minutos) e não estar fazendo uso de ácido acetilsalicílico (AAS).

O intervalo entre doações de sangue é de 90 dias para mulheres e 60 dias para homens. A doação de plaquetas pode ser feita até duas vezes por mês.

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