Lançamentos literários, apresentações de teatro, oficinas voltadas para as culturas pop e japonesa, arrecadação de livros, atividades pedagógicas e lúdicas direcionadas ao público infantil, entre outras ações, estão no cardápio de cultura e arte servido aos visitantes do estande da…

O procurador do Ministério Público do Trabalho Sandoval Alves da Silva tomou posse na chefia da Procuradoria Regional do Trabalho da 8ª Região para o biênio de 2021-2023 enfatizando o papel decisivo do MPT na garantia dos direitos humanos. O…

Prevaleceu o bom senso e o cuidado com as pessoas. O prefeito Edmilson Rodrigues ouviu o secretário municipal de Saúde, Maurício Bezerra, e técnicos responsáveis pela vacinação e enfrentamento à Covid-19, e cancelou os desfiles das escolas de samba, blocos…

Começou hoje (27) às 8h e segue até às 17h a votação nas prévias do PSDB para escolher seu candidato à Presidência da República. O resultado, se tudo correr bem, deve ser anunciado às 20h. O partido passou a semana…

Do sonho ao pesadelo

A CPI do Tráfico de Pessoas da Alepa já tinha puxado o novelo e chamado alguns olheiros a depor. Agora, as suspeitas se
fortalecem e o cerco aperta. Os fatos são gravíssimos e merecem o olhar atento
de toda a sociedade brasileira, historicamente identificada com o futebol, principalmente
com o atrativo extra de sediar a Copa do Mundo.  T
radicional clube de Santos(SP), a Portuguesa Santista foi denunciada no Ministério Público por
inscrever na Federação Paulista de Futebol doze adolescentes paraenses e mantê-los
em situação precária,
dormindo em três
colchonetes de casal num quitinete de 40 metros quadrados, sem ventilação, imundo
e sem comida,
conforme apurado pelo Conselho Tutelar da
Zona Leste de Santos, de acordo com reportagem do site Agência
Pública
.
Há um ano,
tramita Ação Civil Pública contra a Portuguesa Santista, o técnico Ronildo
Borges de Souza e Fernando Cezar de Matos, da Briosa Empreendimentos Esportivos.
Os meninos foram
recrutados em Marabá pelo olheiro
Ronildo Borges de Souza,
que obteve procurações dos pais habilitando-o
a negociar qualquer tipo de contrato, com a promessa de que eles disputariam
campeonatos paulistas sub-15 e sub-17 vestindo a camisa da “Briosa”.

Diante da falta de oportunidades no Pará, as famílias humildes cederam ao sonho
dos adolescentes e deixaram que fossem. Não demorou, começaram a ligar se
queixando de passar fome. Os pais enviavam mensalmente dinheiro a Ronildo para
a manutenção de seus filhos em Santos, mas nada chegava a eles.

Para Renato Mendes, coordenador do Programa Internacional para Eliminação do
Trabalho Infantil da Organização Internacional do Trabalho, essa ilusão pode
expor os adolescentes a riscos mais graves, de abusos, incluindo a exploração
sexual. “Isso costuma acontecer com
frequência nesse tipo de relação de poder. O adolescente se perde na relação de
autoridade e afetividade porque ele sabe que depende dessa pessoa para realizar
seu sonho
”, alerta.

A OIT defende uma revisão no sistema de seleção e de organização das categorias
de base de todos os clubes de futebol do Brasil. “Queremos evitar que a criança seja feita de objeto, vinculando os
centros de treinamento de talentos às escolas, mais precisamente ao Ministério
da Educação
”, diz Mendes.

O promotor de justiça Carlos Alberto Carmelo Júnior vai
tentar enquadrar o caso em tráfico de pessoas, seguindo as normas do Protocolo
de Palermo, “já que, como ficou
claro na reportagem da Agência Pública, houve pagamento por parte dos pais dos
adolescentes, portanto, uma clara exploração da vulnerabilidade dos envolvidos
“.
Segundo o MP o
tráfico se configura a partir da forma como os meninos foram recrutados no
Pará, através de um discurso sedutor para que as vítimas, sob múltiplos
aspectos vulneráveis, abandonassem seus lares e fossem tentar a sorte em
distante local. Um estudo realizado em 2005 pela OIT estimou em cerca de 2,4
milhões o número de vítimas de tráfico para trabalhos forçados. 



O tráfico de
pessoas movimenta US$32 bilhões ao ano. A Convenção das Nações Unidas contra o
Crime Organizado Transnacional, mais conhecida como Protocolo de Palermo – ratificado
pelo Brasil em 2004 -, define o tráfico internacional de pessoas de forma abrangente,
incluindo casos de exploração do trabalho, serviços forçados, a escravidão e
práticas similares à servidão, e extração de órgãos, além da exploração sexual.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *