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Dividir é a solução?

“Em Cruzeiro do Sul [Município de Itupiranga], um povoado com 10 mil habitantes, que terá de ser município em breve, se Deus quiser, como tantos outros que ali visitei, jovens de pé ou sentados no chão, olhando para um quadro de 80 x 120cm, sem ter um lápis dado pelo Estado ou pela União, sem ter a merenda escolar. São 450 jovens fazendo o ensino médio, com dois banheiros para atender a homens e a mulheres, dois banheiros para atender aos 450 jovens, em sala que não há uma janela, apenas um ventiladorzinho no teto que não refresca nada, que não mexe nem a folha de papel, como disse o jovem: deputado, nem a folha de papel que a gente coloca embaixo mexe, porque não ventila nada.


Essa é a condição subumana a que se submete a nossa juventude, porque falta o Estado estar presente. Não é culpa da governadora, que talvez nem saiba disso, talvez a secretária de Educação também não saiba, porque é muito grande o Estado do Pará. Mas não pode deixar aqueles jovens ali, porque eles não sabem o sacrifício de toda uma geração.

Marabá, quarta maior cidade do Estado do Pará, cidade com 300 mil habitantes. Lá, para os 30% das crianças que terminam o ensino fundamental, não há vaga para estudar no ensino médio. É crime contra uma geração, Sr. Presidente, Srs. Deputados. É crime contra a geração de jovens deste País que não tem o direito de estudar. Até quando?

É por isso que eu apelo sistematicamente aos companheiros para criarmos os Estados de Carajás e Tapajós e, assim, os jovens de Óbidos, Oriximiná, Monte Alegre e Faro, onde estive há 15 dias, tenham o direito de sonhar em ser doutores. Por essa razão é que ocupo a esta tribuna, às vezes, indignado por viver em um país tão rico, mas com um povo tão pobre.”

(Deputado federal Giovanni Queiroz (PDT), em discurso na Câmara, em defesa da divisão do Pará como solução para os problemas que o interior enfrenta)

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