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Neste 22 de abril, Dia da Terra, o relatório Climate and Environmental Journalism Under Fire, produzido pelo International Press Institute (IPI), de autoria da jornalista italiana Barbara Trionfi, ex-diretora da instituição, lista problemas que afetam os que praticam o jornalismo ambiental: prisões, assédio legal; assédio online e campanhas de ódio nas redes sociais; restrições à liberdade de circulação e obstáculos no acesso à informação – e, é claro, a violência que muitas vezes acaba em morte. Foi o caso do jornalista britânico Dom Philips, assassinado na Amazônia junto com o indigenista Bruno Pereira. Outros repórteres desistem de pautas ou morrem após denúncias, uma situação que afeta sobretudo jornalistas cidadãos ou de veículos comunitários, sem a proteção de grandes organizações de mídia.

O estudo salienta ainda as ligações políticas, o poder econômico de atores ligados a atividades poluidoras e prejudiciais ao meio ambiente, a polarização em torno de questões climáticas gerando hostilidade contra jornalistas, o envolvimento do crime organizado com essas atividades e a impunidade, que estimula a violência.

Um dos cases apresentados no relatório do IPI narra a união de jornalistas ambientais na Bretanha para desafiar a “lei do silêncio”, cobrando das autoridades liberdade de expressão e acesso a informações sobre questões relacionadas ao agronegócio. Mais de 450 jornalistas e organizações de mídia subscreveram a carta.

O jogo é pesado. Por conta das matérias da jornalista investigativa Morgan Large a rádio onde ela trabalhava foi invadida e perdeu propaganda de prefeituras locais. Seu cachorro foi envenenado. Ela foi alvo de assédio nas redes sociais e as rodas de seu carro foram afrouxadas duas vezes depois de reportagens críticas. Pediu proteção e não conseguiu.

O documento postula que os Estados garantam acesso às informações, forneçam segurança para os jornalistas combatam a impunidade.

O relatório completo pode ser visto aqui.

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