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A revogação do Decreto nº 12.600 resultou no cancelamento imediato das atividades de dragagem previstas para os rios Madeira, Tapajós e Tocantins. A decisão interrompe intervenções que afetariam diretamente territórios ocupados por povos indígenas, ribeirinhos e comunidades tradicionais.

A suspensão das dragagens aconteceu após mais de um mês de mobilização coletiva na Cargill, em Santarém, coordenada pelos povos originários, que se posicionaram contra as intervenções em seus territórios e cursos d’água. A articulação envolveu manifestações públicas e pressão social diante do que consideravam ameaça às suas formas de vida.

Os rios impactados exercem papel central na organização social, econômica e cultural das populações locais. Além de garantirem abastecimento, alimentação e mobilidade, constituem referência histórica e elemento estruturante das identidades comunitárias.

Para as comunidades mobilizadas, a revogação representa reconhecimento da legitimidade das reivindicações apresentadas. Lideranças destacam que a defesa dos rios está associada à preservação da vida, da cultura e das perspectivas futuras nos territórios.

Apesar da decisão, os grupos afirmam que permanecerão atentos a novas iniciativas que possam comprometer os cursos d’água. A mobilização, segundo as lideranças, continuará como instrumento de proteção dos territórios e das águas.

Maiores detalhes serão publicados em breve no portal Uruá-Tapera.

Imagem em destaque: Amazon Watch

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

“A Lusofonia nos poemas ‘Mar Português’ de Fernando Pessoa e ‘Para Ti’ de Mia Couto”

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