A empresa de ônibus Belém-Rio, que faz a linha para o distrito de Outeiro – Ilha de Caratateua, em Belém, aparentemente está falida e reduziu pela metade a sua frota, causando enorme sofrimento aos usuários do transporte coletivo. O serviço,…

A Cosanpa abriu nada menos que seiscentos buracos imensos nos bairros mais movimentados de Belém, infernizando a vida de todo mundo com engarrafamentos e causando graves riscos de acidentes, principalmente porque chove sempre, e quando as ruas alagam os buracos…

O Procurador-Geral de Justiça César Mattar Jr. inaugurou nesta quinta-feira, 16, o Núcleo Eleitoral do Ministério Público do Estado do Pará, que vai funcionar na sede das Promotorias de Justiça de Icoaraci, distrito de Belém. O coordenador será o promotor…

A desembargadora Maria de Nazaré Saavedra Guimarães, que se destaca pelo belo trabalho que desenvolve à frente da Comissão de Ações Judiciais em Direitos Humanos e Repercussão Social do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, e que já coordenou…

Crime ambiental, contra a dignidade humana e o erário em Santarém

Foto: William Santos
O rio Tapajós e o barrento Lago do Juá. Fotos: Erik Jennings
Quem chega a Santarém pelo aeroporto se horroriza com o conjunto habitacional construído ao longo do lado direito da rodovia Fernando Guilhon. São milhares de unidades do projeto “Minha Casa, Minha Vida”, no ironicamente denominado “Residencial Salvação”. Um crime ambiental e contra a dignidade humana, além do desperdício do dinheiro público e do desrespeito às milhares de famílias que deveria abrigar e a toda a sociedade santarena e parauara. 

Desmataram uma área imensa, num terreno baixo e arenoso. Depois, sem qualquer urbanização, construíram cerca de três mil casinhas, com dimensões de 5mX8m, que dizem ter dois quartos, cozinha e pátio, sem sala de estar e muito menos espaço para expansão. No verão o calor é insuportável. O clima é de deserto e não permite que os cubículos sejam habitados. Na época de chuvas, a enxurrada é fortíssima, alaga tudo e desce para o Lago do Juá e o rio Tapajós. Obviamente até hoje, por mais pobres e necessitadas de moradia que sejam as milhares de famílias que estão na fila do benefício, nenhuma conseguiu ir morar lá naquele verdadeiro inferno. 

Impactado pelas enxurradas decorrentes do desmatamento, o  Lago do Juá, que outrora tinha águas límpidas, agora está barrento, e o rio Tapajós, já eleito o mais belo do mundo, está seriamente ameaçado se não forem tomadas providências urgentes e eficazes como o caso requer. O mais grave é que o agente financiador dessa imensa favela é a Caixa Econômica Federal que, pelo jeito, não mandou seus fiscais acompanharem as obras. O programa do governo federal é chamado em Santarém “Minha Casa, Minha Miséria”. Ou “Minha Casa, Minha Morte”, pela falta de segurança, já que nem alicerce os cubículos têm.  

A pergunta, mais do que pertinente, é: ninguém vai fazer algo? A situação já dura anos.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *