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O Atlas da Dívida dos Estados Brasileiros, lançado no Fórum Internacional Tributário pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital, aponta que a dívida ativa das empresas com os entes federados soma estratosféricos R$ 896,2 bilhões, significando 13,18% do PIB…

Ao abrir oficialmente o Forma Alepa/Elepa, o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Chicão, destacou a importância do trabalho que vem sendo executado pela Escola do Legislativo, treinando, qualificando e atualizando gestores, vereadores e servidores públicos, que dessa forma…

Em Itupiranga, força-tarefa do Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá, Auditoria Fiscal do Trabalho, Defensoria Pública da União e Polícia Federal resgatou sete trabalhadores em condições análogas às de escravos, em duas fazendas no sudeste paraense, e prendeu…

Como o DJ agressor, milhares de monstros aterrorizam mulheres

Cinco mulheres morrem por dia no Brasil, vítimas de violência doméstica. É o quinto país onde mais se mata mulheres no mundo, e apenas 10% das vítimas de violência denunciam os crimes. Ontem um vídeo chocou a sociedade brasileira e lançou luz sobre a situação de barbárie vivenciada por milhares de mulheres em seus próprios lares. As imagens do DJ Ivis socando, chutando e arrastando pelos cabelos sua ex-esposa Pamella Holanda, e quase derrubando a bebê do casal, de apenas 9 meses, causa revolta e indignação em qualquer ser humano com um mínimo de dignidade. No vídeo, um homem literalmente cruza os braços e assiste, inerte, os atos de selvageria. A omissão também mata.  A covardia do criminoso chegou ao ponto de se defender difamando a ex-mulher nas redes sociais e, a exemplo de centenas de milhares de casos, ele está livre, leve e solto e ela amedrontada e sofrida, com sua bebezinha.

As mulheres enfrentam grandes dificuldades para denunciar a violência de que são vítimas. A maioria absoluta nunca registra boletim de ocorrência nem buscam ajuda. Sentem vergonha e medo de represálias, além de serem inibidas pelo atendimento precário, inexistente ou pouco acolhedor nas delegacias ou, ainda, pela falta de conhecimento sobre como ter acesso ao auxílio disponível.

Conforme o Mapa da Violência, uma a cada quatro mulheres com idade acima de 16 anos sofreu algum tipo de violência durante a pandemia. Uma situação inaceitável. Abrigos de emergência e outros centros de acolhimento foram fechados por mais de um ano e permanecem inoperantes. Isso significa que, para muitas mulheres, não há como escapar da violência doméstica. Suas próprias casas se tornaram tão perigosas e ameaçadoras quanto o vírus lá fora – se não mais hostis.

É preciso agir urgentemente. As mulheres têm o direito de viver com dignidade, sem medo, a qualquer hora e em qualquer lugar. Esse é um direito humano. A ação da polícia, do Ministério Público e do Judiciário pode significar a vida ou a morte de muitas mulheres que têm a infelicidade de se relacionar com companheiros covardes e abusivos.

Uma realidade cada vez mais em voga é a da perseguição por meios digitais. A intensificação do uso da internet abriu para indivíduos obsessivos um novo arsenal de recursos (e-mails, aplicativos de mensagens instantâneas, postagens em redes sociais), por vezes até os físicos (cartas, bilhetes, tocaias e emboscadas). E as mulheres mais vulneráveis ainda acabam por perdoar, porque os monstros enviam cartas, telefonam, pedem perdão, falam que amam demais. Quem ama não mata, não bate, não ofende. Quem ama cuida com carinho do seu amor.

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