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A ONG Rádio Margarida vai lançar nova radionovela e vídeos educativos para conscientização sobre o tema, durante o “Seminário de Prevenção e Combate ao Trabalho Infantil, a ser realizado pelo Ministério Público do Trabalho e Procuradoria Regional do Trabalho da 8ª Região, na próxima quinta-feira, 17, a partir das 9h, no auditório da Escola Municipal Eurídice Marques, em Igarapé-Miri.

O Seminário vai receber os arte-educadores e produtores e pretende reunir representantes de entidades e profissionais que compõem o Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente do Município de Igarapé-Miri, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, e empresários da cadeia produtiva do açaí.

A programação inclui um bate-papo com o público sobre como potencializar o uso dos materiais educativos no enfrentamento ao trabalho infantil. Haverá, ainda, a premiação dos alunos que participaram do projeto “MPT na escola” e apresentações de teatro e teatro de bonecos da Rádio Margarida.

Mais da metade dos habitantes de Igarapé Miri moram na zona rural, onde também se concentra a produção de açaí, o “ouro negro”, que torna o município, segundo dados do IBGE, referente à Pesquisa Agrícola Municipal (PAM-2020), o maior produtor mundial de açaí, com 420 mil toneladas, ou 28,0% da produção brasileira.

O fruto tradicional da cultura alimentar paraense chega a movimentar cerca de R$ 1,57 bilhão da economia local (IBGE-2020). Além dos adultos, porém, crianças e adolescentes também acabam se envolvendo nesta cadeia produtiva, provocando a evasão escolar e problemas de saúde.

O projeto de Conscientização do Trabalho Infantil e Adolescente na Colheita do Açaí, realizado em parceria com o MPT e com apoio da Secretaria de Educação de Igarapé-Miri, possibilitou a produção de uma série de vídeos (docuficção) e radionovelas, que abordam as problemáticas.

Crianças e adolescentes trabalham como peconheiros, subindo diariamente nas palmeiras com a “peconha” (espécie de corda feita a partir de folhas do açaizeiro ou de sacas plásticas).

Além da “peconha”, os instrumentos utilizados para o trabalho são paneiros, rasas, facas e “terçados”. Muitos se desequilibram e caem, sofrendo mutilações ou até morte.

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