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Criado e em funcionamento há cinco anos, o Cineclube Paraense é integrado por 207 membros, a maioria composta por jornalistas, artistas e cineastas que têm em comum o amor pela sétima arte. Acontece que, em 28 de dezembro de 2022, o grupo foi procurado pelo professor João Augusto Pereira Neto, da Universidade Federal Rural da Amazônia, que propôs ao Cineclube Paraense a criação de um projeto de extensão, oferecendo “um espaço” para atuação dentro da Universidade, voltado para interação com os estudantes, com apresentações no auditório da Biblioteca José Lourenço Tavares Vieira, no campus Belém.

A proposta parecia boa:  fomentar e difundir o cinema junto a alunos de escolas públicas e privadas de Belém com exibição de filmes e uma reflexão sobre a obra vista, por meio de bate-papo, com possibilidades de ser estendida aos campi da UFRA no interior do Pará, e o Cineclube confiou na instituição. Reuniões foram feitas e todas as ideias e atuações do Cineclube foram compartilhadas. A parceria começou de imediato com a exibição de um filme na Usina da Paz, no Jurunas, em Belém, mas o professor interferiu na área de cinema e nos debates cinematográficos que eram atribuições dos membros do grupo, gerando clima de tensão.

Logo os integrantes do grupo perceberam que a ideia original não era de fato implementada e passou a questionar o professor e a instituição. Ao invés de receber esclarecimentos, o Cineclube Paraense foi excluído sem qualquer comunicação, mas a UFRA não encerrou o projeto, apenas deu baixa no SIGAA (sistema de internet da universidade).

A partir de então várias imagens da atuação do Cineclube Paraense foram incluídas no projeto, além de matérias jornalísticas de todo o histórico do grupo ao longo dos seus cinco anos, sem a autorização de cada um que teve sua imagem incluída. E, para espanto e indignação de seus membros, o Cineclube descobriu por acaso que o professor João Augusto Pereira Neto estava tentando registrar junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) como sua propriedade a denominação e a logomarca do Cineclube Paraense, ambos criados desde 2018, e plenamente conhecidos de todos que de alguma forma lidam com a 7ª Arte no Pará, além do que a marca foi encomendada pelo grupo a um designer, que fez a logo e foi pago pelo trabalho.

A UFRA se eximiu de responsabilidade, alegando que se trata de projeto pessoal, com CPF do próprio professor. Para reagir, o CineClube se viu obrigado a contratar uma advogada especialista e desde a semana passada lançou uma campanha nas redes sociais denunciando a situação, que perdura. Detalhe relevante: o professor é formado em Física, mas é da área de Ciências Agrárias. Ninguém sabe qual o interesse dele em se apropriar da marca e do nome do Cineclube do Pará, que surgiu do amor idealista de seus membros pelo cinema.

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