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Cassique, a oralidade e o imaginário amazônida

O professor Orlando Cassique Sobrinho Alves, Mestre em Linguística, professor de Letras e Comunicação da UFPA e um estudioso do dialeto amazônida, se foi.  Pesquisador da cultura e biodiversidade das populações e tradições, entre outros feitos, registrou em suas publicações os marcadores gramaticais na fala das comunidades remanescentes de quilombos da microrregião Cametá, nos Anais do projeto integrado  IFNOPAP – O Imaginário  nas Formas    Narrativas  Orais  Populares   da Amazônia  Paraense, da UFPA, que publicou três livros da série “Pará-Conta….” ( Santarém Conta…, Belém Conta… e Abaetetuba Conta….). Participei do IFNOPAP em Soure, no Marajó, em 2005, experiência muito proveitosa.
 
Paz ao mestre em sua última jornada. Que Deus o receba em sua luz eterna.
 
Em sua homenagem, publico este breve glossário parauarês, declarado integrante do Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Pará, pela Lei 7548/2011.
 
Pai d’égua – excelente
Égua – “vírgula” do paraense; demonstra a emoção de cada intenção da frase
É-gu-a – poxa vida
Levou o farelo! – se deu mal! 
Pitiú – cheiro característico do peixe
Só-te-digo-vai! – expressão usada pelas mães pra chamar a atenção dos filhos, quando não as obedecem
Te acoca – te abaixa
Tuíra – pele ressecada
Mas-como-então? – explique-me!
Bora logo! – apresse-se!
Borimbora! – vamos embora
Muito palha! – muito ruim!
Mas quando! – está mentindo!
Eu chooooro!!!”– não estou nem aí; te vira!, dá teu jeito!
Mas credo – expressão de espanto, desdém e até encantamento
Já me vu – até logo
Hum… Tá, Cheiroso! – conta outra!
Putistanga – poxa vida!!!
Uuuuulha – expressão para se referir a algo
Assanhado – com o cabelo bagunçado
Carapanã – pernilongo, mosquito, borrachudo.
Pô-Pô-Pô – embarcação típica composta por uma canoa coberta, movida a motor de dois tempos na popa.
Calango ou Osga – lagartixa
Arreda aí – afasta aí
Já estás no teu momento – quando alguém faz algo q chame atenção
Esmigalhar – amassar, desmanchar
Esbandalhar – quebrar
Ralhar – brigar; chamar a atenção
Diz que… – interjeição de ironia
Papudinho – cachaceiro
Já queres… – quando a pessoa esta interessada em outra.
Papa-chibé – paraense autêntico, aquele que não troca seu pirão de água com farinha com umas boas cabeças de camarão.
Maninho – amigo, colega
Lá no canto – lá na esquina
Teba– grande.
Espocar – estourar
Dar a forra – retribuir a alguém.
Pira – brincadeira infantil ou ferimento causado por má higiene.
Toró – chuva forte.
Tá ralado – está difícil
Potoca – papo furado, mentira
Pé d’água – tempestade
Varejeira – mulher safada
Tu vai dançar um carimbó já,já – vais levar uma surra
Buiado – endinheirado
Papagaio – pipa
Peraí – espera um pouco
Rasga – sai!
Piqueno (a) – rapaz ou moça
Baque – pancada, machucado
Tu vai te laçá – tu vais te dar mal
Pissica – má sorte
Lá na caixa prego– lá longe
Porrudo – enorme
Capa o gato – vai embora. Corre!
Na roça – sem dinheiro
Dando passamento – passando mal
Brocado – com muita fome
Esse cara é meu aviú! – Esse cara é meu amigo!
Açaí do grosso – Pessoa grosseira
Tááááá Bunitinho!!!!!! –  duvido!
Cuíra – impaciência
Espia – olha
Panema – pessoa de má sorte
Boiei – quando a pessoa não entende o que está sendo dito.
Lá onde o vento faz a curva – muito longe
Aporrinhar – aborrecer
Leso, leseira e similares – quando alguém faz alguma coisa idiota.
Nó cego – Pessoa com má conduta, traquinas.
Pisa – surra
Curuba – ferida
Pé inchado – pessoa que bebe muito
Vô chegando, sumano – vou indo, amigo
Arremedar – imitar.
Pomba lesa – quem é meio desligado, bocó.
Tá safo – está ótimo.
Safo – quem é bom em algo.
Me embrulha – me cobre
Tu é só bafo – mentiroso

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