Um pastor de igreja evangélica localizada no município de Breves, no arquipélago do Marajó, foi condenado a 39 anos de prisão por estupro de vulnerável, exploração sexual e por possuir e armazenar pornografia infantil, com o agravante de que ele…

Acionado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Ministério Público Federal recomendou ao prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, medidas efetivas para que os responsáveis pelo edifício conhecido como Bloco B da Assembleia Paraense assegurem a manutenção emergencial do…

Na quarta-feira passada (22), operários e servidores ligados à execução da reforma e readequação do Palácio Cabanagem almoçaram com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Chicão, que preferiu essa forma de reunião para agradecer pelo compromisso com o trabalho e…

Nunca reclamem de barreiras de fiscalização no trânsito. Graças aos agentes do Detran-PA um homem vítima de sequestro foi resgatado ileso ontem à noite, por volta das 23h, na rodovia BR-316. Conforme relato do coordenador de Operações do Detran-PA, Ivan…

Carta aberta aos jornalistas

“É de conhecimento público
as sucessivas violações dos direitos dos trabalhadores e o desrespeito aos
jornalistas dentro dos veículos de comunicação. Em especial, no Grupo RBA é
reiterado o descumprimento do dispositivo basilar da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT), que consiste na assinatura da Carteira de Trabalho e
Previdência Social (CTPS) com o registro integral da remuneração efetivamente
paga, chegando ao absurdo de não garantir o atendimento de necessidades
essenciais ao ser humano, como água potável e papel higiênico e sabonete nos
banheiros da empresa.

Como se não bastasse, os salários pagos aos
jornalistas do Grupo RBA sofreram gritante desvalorização e, hoje, são
absurdamente baixos, na média de R$ 1.071 brutos, cifra que representa a metade
do piso salarial defendido pelo Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará
(Sinjor-PA). Sucessivas tentativas de negociação junto ao jornal Diário do
Pará, ao Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão (Sertep) e diretamente ao
Grupo RBA, tornaram-se infrutíferas até a recente mobilização e deflagração de
greve dos jornalistas da TV RBA, Diário do Pará, Diário On Line e Rádio Clube,
em assembleia realizada na sede do Sinjor-PA, no último dia 14.

O Grupo RBA recebeu a proposta de data-base do
Sinjor-PA em abril, com o pedido de inclusão do piso salarial no acordo
coletivo. No entanto, não apresentou contraproposta. Os diretores do grupo não
recebem o Sinjor-PA e nem os trabalhadores para negociar. Foi necessário buscar
a mediação do Ministério Público do Trabalho e também da Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego (STRE-PA), sem que, efetivamente, a negociação
tenha avançado. Pois a RBA envia às reuniões representantes que desconhecem a
proposta do acordo e que não possuem autonomia de deliberação. Situação que se
mantém até hoje.


Os jornalistas, cientes de que sem mobilização
não haverá avanço na negociação, consolidaram a campanha “Jornalista Vale Mais”
em defesa do piso. Na quarta-feira, 11, os jornalistas fizeram ato público em
frente à RBA, que culminou com a ocupação do hall de entrada da empresa por uma
hora e meia, seguida de interdição da Avenida Almirante Barroso. Na
sexta-feira, 13, a categoria foi para a porta da Record, onde também protestou.

No grupo RBA, os jornalistas deflagraram greve
em assembléia no último dia 14, na sede do Sinjor-PA, com início do movimento
paredista marcado para a sexta-feira, 20. A direção do Grupo RBA, ciente da
força crescente da mobilização dos trabalhadores, que conta com o engajamento
do Sinjor e de colegas de outros veículos de comunicação, iniciou um intenso
assédio moral aos funcionários, com ameaças de demissão em massa para frear a
adesão à greve. Já houve duas demissões nas empresas do grupo, sendo que uma foi
revertida após ampla reação nas redes sociais.

Ainda, na tentativa desesperada de
desmobilizar a classe, a direção da RBA vem tentando sem sucesso colocar os
jornalistas do grupo contra o Sinjor-PA. Na última terça-feira, 17, a direção
da RBA enviou convite ao Sinjor para uma reunião, mas, quando o sindicato
tentou protocolar o aviso de greve, recusou-se a receber formalmente o ofício.
Na sequência, a RBA reuniu os profissionais para avisar que o Sinjor havia
desistido da reunião para fazer a greve e que a entidade era “intransigente”.
A greve é um direito da
categoria garantido na Constituição Federal e a comunicação oficial com 48
horas de antecedência do início do movimento paredista, é dever legal do
sindicato. Assim como é dever da entidade sindical, dar encaminhamento à
deliberação soberana da assembléia dos trabalhadores. A presidente do
sindicato, Sheila Faro, não foi avisada oficialmente da desistência e, na manhã
desta quarta-feira, 18, compareceu à RBA junto com a diretora Eliete Ramos. Novamente,
elas não foram recebidas, mas conseguiram protocolar a comunicação de greve na
presença de representantes da comissão de greve, o que garante a deflagração do
movimento na data planejada.

A empresa também tem alardeado entre os
trabalhadores, que a classe está sendo “manipulada” pelo Sinjor, o qual estaria
influenciado pelo PSDB para desmantelar a pretensa candidatura de Helder
Barbalho a governador do Pará.

O Sinjor alerta a categoria que as informações
desencontradas e as versões fantasiosas não são atitudes ingênuas e, apesar de
ofender a sapiência de qualquer ser humano, objetivam, exclusivamente,
desmobilizar os jornalistas, afastar a base da sua representação legal e
enfraquecer o movimento.

Em razão do exposto, o Sinjor-PA reafirma a
disposição em dialogar com o Grupo RBA dentro da estratégia de fidelidade à
classe e do mais absoluto respeito às decisões dos jornalistas. Pela fixação do
piso salarial e avanço nas demais pautas do acordo coletivo do Diário do Pará,
TV RBA, Rádio Clube e Diário On Line.

Jornalista Vale Mais!
Sindicato dos Jornalistas
no Estado do Pará (SINJOR-PA)”

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *