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Bruno de Menezes no chá literário do TJE

O poeta parauara Bruno de Menezes, que completaria 123 anos de vida no próximo dia 21, foi homenageado na 9ª edição do chá literário promovido pelo departamento de Documentação e Informação do Tribunal de Justiça do Pará.

Vida e obra do autor foram apresentadas pelo jornalista e professor Marcos Valério Lima Reis, cuja dissertação de mestrado, de 2012, trata do tema. Ele destacou, por exemplo, que Bruno de Menezes, mobilizou os escritores paraenses da época para que se promovesse a literatura regional, e que refletia as vivências, os personagens e o cotidiano do povo, valorizando a população negra. 

O poema “Mãe Preta”, escrito em homenagem à própria mãe, foi declamado por uma das filhas do poeta, irmã Marília Menezes. Já “Liamba” foi musicado e apresentado pelo compositor, músico e jornalista Edir Gaya. 

O “Grupo Carimbó de Icoaraci” fez intervenções musicais baseadas na mais célebre obra do poeta, “Batuque”, considerado o introdutor do modernismo na Amazônia. Filha do poeta, a professora Lenora Menezes também participou da iniciativa. 

Bento Bruno de Menezes Costa nasceu no bairro do Jurunas, em Belém do Pará, filho de Dionísio Cavalcante de Menezes e Balbina Maria da Conceição Menezes. Cursou apenas o primário no grupo escolar José Veríssimo. Foi aprendiz de encadernador, profissão que lhe garantiu o contato com livros e desenvolveu seu gosto pela literatura e pelo conhecimento. Publicou em 1920 seu primeiro livro de poesia, Crucifixo, na época, membro da Academia dos Poetas Paraenses. Em 1923 fundou a revista literária Belém Nova, responsável pela divulgação da poesia modernista após a década de 20. No ano seguinte, publicou Bailado Lunar, seguido de Poesia (1931), Batuque (1939), Lua Sonâmbula (1953), Poema para Fortaleza (1957) e Onze Sonetos(1960).

Nos anos seguintes escreveu peças teatrais juninas para o grupo Pirapema e, em 1950, publicou a novela Maria. Em 1954 se tornou membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará e da Comissão Paraense de Folclore e lançou o romance Candunga, com o qual ganhou o Prêmio Estado do Pará. Presidiu a Academia Paraense de Letras entre 1956 e 1957 e publicou diversos livros sobre folclore, em 1958 e 1959, entre os quais Boi Bumbá e Auto Popular. Expoente da segunda geração do modernismo brasileiro, patrono da cadeira nº 2 do Instituto Cultural do Cariri, faleceu aos 70 anos, de um infarto, no dia 2 de julho de 1963, no Amazonas.

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